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Pavão 3

A História do Pavão Misterioso – Uma Crônica Política

Pavão 3

 

EM VIRTUDE DA MENÇÃO HONROSA RECEBIDA NO CLICA – CONCURSO LITERÁRIO DE CARAGUATATUBA, REPUBLICAREMOS O TEXTO A SEGUIR

Reza a lenda que há um certo tempo, numa terra distante entre a Serra da Mantiqueira e a divisa com a Bahia nasceram três pássaros distintos; Um Quero-Quero, uma Catatua e um Pavão meio misterioso, todos do mesmo ninho. É sobre a história deste trio de asas e penas, em especial sobre o Pavão, que vou falar.

Certa vez o Pavão, que cuidava do olhar das pessoas foi convidado a mudar de galho e de árvore em árvore, chegou a uma terra linda, localizada entre Bananal e os rincões do Paraná, que harmoniza terra e água, Serra e o Mar, um lugarejo onde as pessoas se deliciam, aproveitam a vida, descansam e praticam o lazer.

Assim como todo Pavão a chegada foi triunfal. Muito brilho, luz, os holofotes da dúvida e da curiosidade logo encheram o coração de algumas mulheres e de muitos homens. Quem era esse Pavão que chegou para encantar muitos e empolgar a poucos???

Com o tempo a máscara foi caindo, ou melhor, o bico foi se mostrando, se revelando na sua mais profunda intimidade. O Pavão alternava uma vida de quem cuidava do que os outros viam com noites bicando aquela água ardida em demasia e a convivência com Gralhas, Periquitas e Pombas dos mais variados tipos e tamanhos.

Há quem diga que o Pavão tinha gostos estranhos e diferentes de outros da sua mesma espécie, bem como seus irmãos Quero-Quero e a Catatua. Comentários a parte há quem diga que o Pavão, ao ingerir o líquido que outros pássaros não consomem, tinha desejos estranhos e colocando seu esvoaçante rabo em destaque, empinado e bem aberto, mantinha predileção por Urubus, Gaviões, Jacus, Falcões, Rolinhas e outros pássaros viris e dotados.

Comentários à parte o Pavão fazia sucesso mesmo com algumas reclamações a respeito de algumas visões mal feitas e mal reparadas. Inflamado pelo sucesso a Catatua também quis participar, mesmo sem saber por que veio e notando que sua vinda ou não, de nada faria diferença. Vendo o lugarejo como a terra das oportunidades, o Quero-Quero também veio. Esse pássaro veio para o lugarejo com maus costumes, pois se o Pavão é todo brilhante e reluzente o Quero-Quero gosta de tudo que brilha; Ouro, Diamante, Rubi, Brilhantes dentre outros. Enfim, tudo que brilha e reluz encantava o Quero-Quero, que preferiu ficar no lugarejo, remendando algo aqui, algo lá e acolá, pois em outros lugares Minerva não tirava os olhos dele.

Mas o brilho ofuscou os olhos do Pavão, que incentivado pelo Quero-Quero e a Catatua, resolveu que iria comandar o poleiro do lugar. Foi através desta ambição penosa que começava a sua derrocada. Prometeu mundos e fundos a Pardais, Rolinhas, Pintassilgos, Pássaros Pretos, Andorinhas e Colibris. Suas promessas iam de moedas a outros pássaros, passando por acessórios e equipamentos. As leis e ordens vindas do ninho central impediram que o Pavão brilhasse e por causa disso, alguns de seus pássaros começaram a voar para outros ninhos e mesmo com as moedas do Quero-Quero, as aparições mal sucedidas em alguns locais e a parceria com Gralhas que mais queriam eram suas moedas, sua intenção de mostrar o rabo reluzente e tomar lugar no poleiro mais alto do lugarejo ficavam cada vez mais difícil.

Não se sabe qual será a escapatória do Pavão, que para alguns, diz querer apenas mostrar o rabo emplumado nesta lua, para tentar comandar o poleiro nas próximas luas. O que se sabe é que um Pavão que as vezes é Gavião e em outras é Rolinha e que anda junto com um Quero-Quero e uma Catatua, não pode ser levado a sério, seja por um simplório Pardal ou por uma Águia da Cabeça Branca.

 

Sobre Pedro Monte-Mór

Pedro Monte-Mór tem 54 anos, é Jornalista Profissional, formado pela Universidade de Taubaté em 1986 e Pós-Graduado pela mesma Universidade em Assessoria de Imprensa, Gestão da Comunicação e Marketing em 2005. Carioca de nascença mora em Caraguatatuba há 44 anos e incorporou-se ao modo de vida paulista. O início da sua vida profissional se dá na década de 80, quando fez Free Lance para a Rádio Oceânica – AM 670 e Jornal Expressão Caiçara. No período universitário trabalhou de 1984 a 1986 na GAZETA DE TAUBATÉ, sob o comando do Jornalista Djalma Castro e como Correspondente em Taubaté do extinto JORNAL DO VALE, de São José dos Campos no ano de 1986. Trabalhou para o SEBRAE Litoral Norte – Regional São José dos Campos, Prefeitura Municipal de Caraguatatuba de 1989 a 1992, além de diversas outras entidades de classe, Como ACE (Jornal do Comércio) e AEAA-C (Jornal dos Engenheiros), sempre na direção Editorial. Prestou Assessoria de Imprensa para a Praiamar Transportes. Fundou os jornais O NOROESTE e NOROESTE NEWS em Caraguatatuba, respectivamente de 1997 a 1998 e de 1998 a 1999. Foi Correspondente do JORNAL IMPRENSA LIVRE, de São Sebastião, o único diário do Litoral Norte do Estado de São Paulo, de 1992 a 1996 e de 1999 a 2001. Trabalhou como Assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Caraguatatuba de 2001 a 2012, exercendo também as funções de Relações Públicas, Cerimonialista e Mestre de Cerimônias. Exerceu função na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São Sebastião de Agosto de 2013 a Julho de 2014 e escreveu para o Jornal InfoImóveis de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014. Ministrou aulas na UNIP em São José dos Campos (Marketing Político) e no Módulo – Comunicação (Fotografia e Teoria da Comunicação). Atualmente ministra aulas no IBRAP (Instituto Brasileiro de Administração Pública), nos cursos de Ouvidoria, Assessoria de Comunicação, Estruturação de Assessoria de Comunicação e Media Training.

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