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O dia que Antonio Carlos calou os amigos de Aguilar

Antonio Carlos da Silva_Prefeito

 

Dando continuidade a série “Textos mais Vistos em 2016”, o Site de Notícias CONTRA & VERSO publica o campeão do mês de abril do ano passado. Nesse texto a tradição de esconder fatos para conseguir benefícios não foi frutífera. Leia e relembre este caso que entrou para a história da política local.

 

Esta é uma velha história da política local, que já faz parte do folclore e das tradições das eleições Caiçaras em Caraguatatuba. Este fato bem que poderia figurar no Blogueando, mas para aperfeiçoar a veia poética e literária é melhor que seja descrita em texto, na Coluna Política, para a tristeza de alguns, a alegria de poucos e o deleite de muitos.

Era o ano de 2004 de Nosso Senhor. Antonio Carlos da Silva já havia vencido as eleições de 1996 e 2000 de forma esmagadora e a impossibilidade de concorrer ao pleito de 2004 deixava de uma certa maneira, políticos e candidatos alegres, por disputarem uma eleição equilibrada e pela falta de uma liderança, fato esse que deixava uma avenida aberta para a eleição de José Pereira de Aguilar, Vice-Prefeito de Antonio Carlos nos pleitos já citados.

Que Aguilar era candidato não havia dúvida e a falta de um adversário a altura era visto como uma eleição de fatura liquidada. Faltava apenas o vice, o item necessário para costurar um pacote que boa parte da classe política almejava como forma de afastar de uma vez por todas as intenções de retorno a chefia do Executivo por parte de Antonio Carlos.

A cena era de fácil descrição. Sentados ao redor de uma mesma mesa diversos integrantes das mais variadas vertentes políticas locais. Parceiros de Aguilar, adversários de Antonio Carlos, amigos de ocasião, correligionários de várias legendas, o Vereador Gobetti em pessoa, enfim, todos juntos num só objetivo; Eleger Aguilar e amarrar o vice dos sonhos; Nada mais, nada menos do que Wilson Agnaldo Gobetti, Vereador de 2 mandatos, afilhado político de Aguilar, eleito como sendo um Renovador da Política local, já tendo sido líder do Prefeito na Câmara e naquela época, Presidente da Câmara Municipal.

Gobetti era o nome perfeito para os políticos contrários a Antonio Carlos e amigos de José Pereira de Aguilar e bastava o anúncio de seu nome como vice para amainar o clima de guerra, normal em todo ano eleitoral, além de avivar e acender sonhos de novas lideranças políticas para a cidade.

Antonio Carlos não havia até aquele momento chegado a dita reunião e quando chegou, ouviu dos participantes que faltava Aguilar anunciar o nome de Gobetti como sendo o seu vice nas eleições de 2004. O Prefeito torce o nariz, frisa a testa e sem entender nada ordena que Aguilar diga a verdade aos presentes. Os participantes olham uns para os outros e todos para Aguilar, que emudece, muda suas feições para uma tristeza profunda e com a cabeça baixa não tem palavras para uma resposta.

O Prefeito provoca Aguilar para que se manifeste e responda aos políticos presentes que não entendem o que está acontecendo e pedem uma declaração de Aguilar sobre o que está ocorrendo. Antonio Carlos repete em alto e bom som tudo que foi tratado entre ele e Aguilar, ou seja, que José Pereira de Aguilar seria indicado como o seu sucessor, desde que o Vice-Prefeito na chapa fosse escolhido por Antonio Carlos em pessoa e o nome era o do Assessor Legislativo e ex-Vereador, Lúcio Fernandes. Aguilar é criticado pelo fato de não ter mencionado o combinado e deixado amigos, adversários e parceiros na esperança de concretizar seus sonhos.

Um silêncio mortal tomou conta de tudo e de todos naquela sala, principalmente de Gobetti, que tinha como certa a sua indicação como Vice-Prefeito na chapa de seu padrinho político. O único que tinha uma expressão de alegria ou simplório humor, como alguns identificaram era o Prefeito Antonio Carlos, que em poucas palavras calou os amigos de Aguilar e os sonhos de erigir uma nova liderança política na cidade, liderança essa que passados 12 anos ainda não nasceu, mas será descoberta no pleito de outubro deste ano, com certeza por alguém que pode melhorar, fazer diferente e valorizar a nossa gente.

Sobre Pedro Monte-Mór

Pedro Monte-Mór tem 54 anos, é Jornalista Profissional, formado pela Universidade de Taubaté em 1986 e Pós-Graduado pela mesma Universidade em Assessoria de Imprensa, Gestão da Comunicação e Marketing em 2005. Carioca de nascença mora em Caraguatatuba há 44 anos e incorporou-se ao modo de vida paulista. O início da sua vida profissional se dá na década de 80, quando fez Free Lance para a Rádio Oceânica – AM 670 e Jornal Expressão Caiçara. No período universitário trabalhou de 1984 a 1986 na GAZETA DE TAUBATÉ, sob o comando do Jornalista Djalma Castro e como Correspondente em Taubaté do extinto JORNAL DO VALE, de São José dos Campos no ano de 1986. Trabalhou para o SEBRAE Litoral Norte – Regional São José dos Campos, Prefeitura Municipal de Caraguatatuba de 1989 a 1992, além de diversas outras entidades de classe, Como ACE (Jornal do Comércio) e AEAA-C (Jornal dos Engenheiros), sempre na direção Editorial. Prestou Assessoria de Imprensa para a Praiamar Transportes. Fundou os jornais O NOROESTE e NOROESTE NEWS em Caraguatatuba, respectivamente de 1997 a 1998 e de 1998 a 1999. Foi Correspondente do JORNAL IMPRENSA LIVRE, de São Sebastião, o único diário do Litoral Norte do Estado de São Paulo, de 1992 a 1996 e de 1999 a 2001. Trabalhou como Assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Caraguatatuba de 2001 a 2012, exercendo também as funções de Relações Públicas, Cerimonialista e Mestre de Cerimônias. Exerceu função na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São Sebastião de Agosto de 2013 a Julho de 2014 e escreveu para o Jornal InfoImóveis de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014. Ministrou aulas na UNIP em São José dos Campos (Marketing Político) e no Módulo – Comunicação (Fotografia e Teoria da Comunicação). Atualmente ministra aulas no IBRAP (Instituto Brasileiro de Administração Pública), nos cursos de Ouvidoria, Assessoria de Comunicação, Estruturação de Assessoria de Comunicação e Media Training.

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