Fracasso 1

 

A campanha política visando a Prefeitura de Caraguatatuba para o quadriênio 2017/2020 apresenta, de uma maneira geral uma qualidade das mais baixas no que tange aos candidatos à cadeira mais importante da Rua Luís Passos Júnior, 50 – centro da cidade, leia-se Chefe do Executivo. Não há novidades ou novos rumos, mas sim continuísmo de velhas tradições. Uma delas é a campanha de Nivaldo Alves.

Não falarei dos candidatos a Câmara Municipal, pois a história ensinou que às vezes o mais simples e carente pode se transformar num leão legislador e o mais rico e culto, pode virar uma vaquinha de presépio.

Tido como Articulador e chamado no passado de “Golbery do Couto e Silva” da política local, Nivaldo Alves não passa na verdade de um engodo eleitoral, pois sua organização e administração de campanha, consideradas invejáveis, não tem a estrutura necessária para caminhar, alavancar e impressionar o eleitor.

Vivendo a sombra e no desejo de ser o abençoado pelo Prefeito Antonio Carlos da Silva, Nivaldo conquistou fama como Coordenador Político graças ao alicerce dado pelo atual Prefeito. É como o caso daquele funcionário que galgou degraus numa grande empresa e ao ser demitido, passa a trabalhar numa empresa pequena e não consegue o sucesso quando trabalhava no emprego anterior.

De nada adianta ser organizado, preparado para administrar se não tem o suporte necessário para vencer, pois sua coordenação é despreparada e totalmente inexperiente para uma batalha como a dos votos dos eleitores, onde ações não eram feitas pois poderiam melindrar futuros parceiros ou não sabiam escolher qual a melhor ação eleitoral, alegando falta de recursos e segundo por desconhecer qual ação daria o melhor benefício político.

Quando digo nascida para o fracasso falo com amplo conhecimento. O que esperar de um homem que devotou sua vida a servir outro???, resultando numa vida blindada, que se resumia a residência, Prefeitura e a Igreja!!! Um candidato totalmente desconhecido pela maioria da população deveria iniciar mostrando a sua cara, mas preferiu manter sua blindagem, achando que bastava dizer “oi” que seria reconhecido do Perequê a Tabatinga.

Aliás a identidade de Nivaldo Alves foi o grande problema para alavancar sua campanha. Iniciamos, graças a orientação de um esplêndido Consultor de Marketing com a imagem do pai bonzinho, avô amoroso, morador tradicional, mas ao longo dos dias, percebeu-se que esta linha de ação evidenciou ainda mais a sua rejeição, devido a sua auto blindagem e suas atitudes comuns e tradicionais no dia a dia. Visto o insucesso, optou-se por trabalhar o dueto “Sisudo e Zeloso”, onde a cara feia equilibrava com o homem respeitador do Erário Público. Infelizmente não houve tempo para o desenvolvimento e tenho lá minhas dúvidas se teria êxito.

Aliás, pensando bem, por que um homem que se diz realizado na iniciativa privada enveredou no Poder Público??? Obviamente pelo fato do Serviço Público ser alicerçado em tradições, onde as diretrizes administrativas de nada interessam. Foi no Poder Público que Nivaldo se mostrou ainda mais parecido com o atual Prefeito, pois com a desculpa pronta e memorizada de que não nomeou ninguém, mas intermediou pelo menos 60 pessoas, entre amigos e parentes de primeiro a terceiro grau, fizeram parte dos quadros do Serviço Público Municipal.

Infelizmente uma campanha fracassada se faz com uma Coordenação Moleque e com o sonho de ser abençoado por alguém que lhe deu o devido valor apenas quando estava próximo. De nada adianta usar da estrutura de terceiros e se achar organizador, pois assim como um castelo de cartas, desmorona-se com a mais leve brisa.

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