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A Comunicação, o nome já fala por si, é a ciência de comunicar, de informar, de repassar um fato da maneira mais clara, de saber opinar, interpretar, de divulgar um ato, ação ou programa, visando a orientação, propagação ou conhecimento, seja em áudio, imagem, texto ou no campo virtual. Em suma, Comunicação é uma ciência extensa, que engloba Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e suas diversas variáveis. É uma ciência que muitos chamam de arte, mas que poucos conhecem e a maioria não dá o devido valor.

O finado comunicador Abelardo Barbosa – Chacrinha – já dizia: “Quem não se comunica se estrumbica!!!”, ou seja, sem a Comunicação você não chega a lugar nenhum. Sem Comunicação a notícia não existe, o fato de nada vale, o seu produto não vende, o seu comércio não aparece e o eleitor não te enxerga, sequer saberá de sua existência. A Comunicação está no dia a dia, a todo o momento e instante, em todos os horários e ocasiões. Se não existisse a Comunicação você não iria interagir com o próximo ou grupo, não iria namorar, comprar ou vender o que fosse, enfim, não viveria.

Entre as diversas variáveis da Comunicação destaco a mais falada no momento, o Marketing. Seja ele Eleitoral ou Político esta variável é gerenciada por um profissional específico para isso. Marqueteiro, Profissional de Marketing, Consultor de Marketing ou Consultor Político, não importa o nome da função, o que importa é a relevância do profissional e da função numa campanha política.

É através deste profissional que o candidato aparece, mostra sua cara, seus planos, ideias e opiniões. Este profissional molda o perfil do candidato, apresentando-o para o eleitor, que terá como tarefa escolher o melhor. Tudo isso que foi escrito até o momento é muito bonito, pena que não é usado, seja por falta de conhecimento do interessado, seja até pela falta de onde encontrar um profissional deste timbre e o pior, pelo menosprezo ou desdenho que o interessado tenha em ter um profissional como este em seu staff.

Do geral para o particular, as campanhas do ano passado foram o mais nítido e visível palco da falta de Comunicação neste setor. O pleito do ano passado foi o retrato vivo desta deficiência. Candidatos, sem exceção, desdenharam a Comunicação em suas campanhas, o que reflete diretamente no eleitor, que não teve um quadro real para a sua escolha em outubro. Os motivos são vários. Coordenações deficientes e passionais, a ilusão de que os gastos com este profissional são altos ou que sua sustentação de campanha, seja política ou financeira seja a solução para vencer, a sua completa ignorância no ramo e o desrespeito as orientações do Consultor, tornam o profissional de Comunicação na área do Marketing Político preterido nos quadros de trabalho de um candidato.

O resultado desta atitude é público e notório. Mensagens disformes, desconexas, erros de português e concordância, caminhos errados e contraditórios, a falta de iniciativa, o uso excessivo de frases feitas e famosas que fogem ao foco, a não massificação de informações, relatos diários e idênticos não atrativos, a mudança de slogans durante a campanha, fotografias mal feitas e preparadas e posicionamentos contrários a uma campanha eleitoral, dentre outros itens perfazem a bagunça, a verdadeira “Quizumba”, que se tornou a campanha eleitoral de 2016 pela falta de um Consultor de Marketing para cada um dos candidatos.

Infelizmente este pecado reflete diretamente no eleitor, tornando-o indeciso na escolha do voto que irá decidir os caminhos de sua cidade pelos próximos quatro anos. Triste é ver que supostos candidatos preparados desmerecem a mais linda das ciências, que é a da Comunicação. Mais triste ainda é saber que há cidades que continuam a léguas e léguas distantes do progresso, da modernização e dos conceitos atuais que a Comunicação pode trazer numa campanha eleitoral.

Ao finalizar este texto, reflita sobre o assunto e se desejar fazer uma campanha pensando em 2018 ou 2020 com base e estrutura pense nisso e contrate o mais rápido possível um profissional de Marketing para orientá-lo.

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