*Por Beá Moreira
A força, as marés, as sementes,
As dores!
Constantes, pungentes!
O tempo, a vida e as gentes…
O tempo, o amor…
O que sentes?
Sinto a força das estrelas
E o vento, a me penetrar
Desligo o barulho do mundo,
O silêncio a me embalar.
Sou do tamanho do espaço.
A eternidade sou eu!
Eu sou já, e sou ainda.
Quem se foi, e quem nasceu!
Eu sou o campo florido.
No oceano, eu estou lá!
Eu sou a lembrança, e o olvido.
Eu sou o balanço do mar!
Eu sou o rio que corre,
O barulho das cascatas.
Eu sou cada gota de orvalho,
Eu sou o verde das matas.
Eu sou o trovão que ribomba.
Sou o ramo e sou a pomba.
Sou noite estrelada, sou raio.
Arco-íris, sou luar!
Eu sou a notícia boa
É meu, o perfume no ar.
Eu sou uma parte do Todo.
E o Todo não tem fim!
Enfim, sou as coisas da vida,
E a vida que eu trago em mim.
*Beá Moreira é Cientista Social e comenta sobre o cotidiano e suas nuances, de forma variada, descontraída e despretensiosa, buscando fazer do leitor de qualquer idade, um companheiro de bate-papo.