Geração Z e o retorno das tecnologias dos anos 80 e 90

* Marcio Luis

 

Fala pessoal, como estão?

Nos últimos anos, um fenômeno curioso chamou atenção: jovens da Geração Z passaram a se interessar por tecnologias consideradas ultrapassadas, como o iPod, o Walkman, aparelhos de MP3 e discos de vinil.

Mas por que uma geração que nasceu na era do streaming quer voltar ao passado?

A Geração Z cresceu em um mundo totalmente conectado. Desde cedo convive com smartphones, redes sociais e plataformas como Spotify, Instagram e TikTok. Tudo é rápido, instantâneo e ilimitado. Porém, essa abundância trouxe também excesso de estímulos, notificações constantes, comparação social e dificuldade de concentração.

Diante disso, o antigo passou a representar algo diferente: simplicidade.

Um iPod toca apenas música. Não recebe mensagens nem envia notificações. Um Walkman exige escolher a fita, apertar botões físicos, rebobinar. O vinil pede tempo: colocar o disco, posicionar a agulha, ouvir o álbum inteiro. Há um ritual.

Essa lentidão cria uma experiência mais intencional. Em vez de pular músicas a cada poucos segundos, a pessoa se envolve com o momento. Em vez de consumir conteúdo infinito, faz uma escolha consciente.

Outro ponto importante é o valor do objeto físico. Em um mundo onde tudo está na nuvem, segurar um disco, uma fita ou um aparelho com botões reais traz sensação de presença. O toque, o peso e até as imperfeições tornam a experiência mais humana.

Além disso, há uma busca por identidade. Em um cenário onde quase todos usam os mesmos smartphones e aplicativos, escolher um aparelho retrô é uma forma de se diferenciar. A estética dos anos 80 e 90 virou símbolo de autenticidade.

Esse movimento também se relaciona com saúde mental. A Geração Z é a mais exposta a telas da história. O retorno ao analógico funciona como uma pausa no excesso digital. Dispositivos antigos oferecem algo raro hoje: foco e silêncio.

Importante destacar: não se trata de rejeitar a tecnologia moderna. A Geração Z continua usando redes sociais e streaming. O que muda é a intenção. Há uma tentativa de equilíbrio — usar a tecnologia sem ser dominado por ela.

Talvez a principal lição seja esta: mais tecnologia nem sempre significa melhor experiência. Em alguns casos, menos estímulo gera mais significado.

O passado, nesse contexto, não representa atraso. Representa uma alternativa. E talvez o futuro da tecnologia seja justamente encontrar esse equilíbrio entre inovação e humanidade.

No próximo vou falar um pouco sobre minimalismo digital e a busca por desacelerar.

Nos vemos no próximo post, até já!

 

*Marcio Luis – Engenheiro de Computação pós-graduado em Gestão de Energias e Data Science, com 20 anos de experiência atuando nas áreas de Governança em TIC, Gestão e Implantação de Infraestrutura de Dados, Voz e Segurança. Como Web designer também possuo experiência de mais de 17 anos, com projetos diversos desenvolvidos para pequenas e grandes empresas. Responsável pela nova diagramação do Site Contra e Verso e de suas novas funcionalidades. Pai e Marido que ama o que faz e que tem na tecnologia uma enorme paixão.

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