*Jenny Melo
Se você é um leitor que costuma seguir os mesmos autores, é hora de embarcar em uma nova jornada. Nas próximas edições desta coluna, vamos explorar o mundo por meio das páginas dos livros e não há lugar mais intrigante para começar do que a Ásia. Um continente extenso e diverso, repleto de histórias que têm muito a ensinar.
Confira nossas sugestões para essa primeira escala:
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Han Kang (Coreia do Sul) — A Vegetariana
Uma mulher resolve, repentinamente, deixar de consumir carne. O que inicialmente parece simples se transforma em uma jornada inquietante sobre autonomia, corpo e as pressões invisíveis que a sociedade exerce sobre nós. Han Kang, laureada com o Nobel de Literatura 2024, escreve com uma sensibilidade que penetra profundamente.
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Han Kang (Coreia do Sul) — Atos Humanos
Inspirado no massacre de Gwangju, na Coreia do Sul, em 1980, a obra permite que as vítimas, os sobreviventes e aqueles que tentam compreender o que sobra de humanidade após a violência se expressem. Uma leitura imprescindível e memorável.
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Liu Cixin (China) — O Problema dos Três Corpos
Ficção científica genuína. A história se inicia durante a Revolução Cultural Chinesa e se desdobra em algo muito mais amplo: a interação da humanidade com uma civilização extraterrestre. Se você nunca leu ficção científica, este é o livro ideal para iniciar. Se você já leu, este vai te surpreender.
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Yu Hua (China) — Viver
A trajetória de Fugui, um homem que perde tudo — família, fortuna, saúde — e, mesmo assim, persiste em viver. Simples na história, mas profundo na essência. Um livro que te faz refletir sobre o que é verdadeiramente importante.
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Haruki Murakami (Japão) — A cidade e suas paredes incertas
O primeiro romance inédito de Murakami em vários anos. Um homem chega a uma cidade enigmática, onde não há sombras — e onde possivelmente se encontra a mulher por quem ele se apaixonou. Onírico, melancólico e cativante, como apenas Murakami consegue criar.
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Osamu Dazai (Japão) — Declínio de um Homem
Um clássico japonês que dá a impressão de ter sido escrito recentemente. O protagonista nunca foi capaz de compreender o mundo à sua volta — nem a sua própria existência. Uma leitura profunda, confessional e surpreendentemente contemporânea sobre a inadaptação e a solidão.
Essas são apenas as páginas iniciais da nossa jornada. Em breve, partiremos daqui para outras partes do mundo, cada uma com vozes distintas aguardando para serem exploradas por você.
“Um leitor vive mil vidas antes de morrer. Aquele que nunca lê vive apenas uma.”
— George R.R. Martin
Beijos da Jenny e Até.
*Jenny Melo – Escrevo minha história aos poucos, entre silêncios, livros e abraços.
Sou mãe, esposa, futura jornalista… e, acima de tudo, alguém que encontra sentido nas palavras e abrigo nas páginas.
Leio o mundo com o coração aberto — porque, pra mim, a vida é feita de histórias que a gente vive e outras que a gente escolhe amar.