* Marcio Luis
Fala pessoal, como estão? Espero que todos bem.
O retorno de tecnologias antigas não é apenas uma tendência estética. Ele está ligado a algo mais profundo: o cansaço digital.
A Geração Z cresceu totalmente conectada. Desde cedo convive com redes sociais como Instagram e TikTok, onde o conteúdo nunca acaba. Sempre há algo novo para ver, curtir ou comentar.
Esse fluxo constante gera ansiedade, comparação social e sensação de que é preciso estar sempre disponível. O celular vibra o tempo todo. As notificações disputam atenção. O silêncio virou algo raro.
É nesse cenário que dispositivos como o iPod e o Walkman voltam a chamar atenção.
Eles fazem apenas uma coisa: tocar música.
Não têm redes sociais.
Não enviam alertas.
Não interrompem.
Essa limitação se transforma em vantagem. Em vez de excesso, foco. Em vez de distração, presença.
Esse movimento está ligado ao chamado minimalismo digital — a ideia de usar tecnologia de forma intencional, escolhendo quando e como se conectar. Não é abandonar a internet, mas evitar o uso automático e excessivo.
Tecnologias antigas exigem participação ativa. Colocar um disco na vitrola, inserir uma fita, montar manualmente uma playlist. Há um ritual. A experiência se torna mais lenta — e mais consciente.
A limitação também aumenta o valor. Quando não há milhões de opções disponíveis a qualquer momento, cada escolha ganha mais significado. Ouvir um álbum inteiro em vinil, por exemplo, cria uma conexão diferente da experiência de pular músicas no streaming.
Outro fator importante é o objeto físico. Segurar um disco, sentir o clique de um botão, ouvir o leve chiado da agulha trazem sensações que o digital não oferece. O corpo participa da experiência.
Além disso, há a busca por controle. Hoje, algoritmos sugerem músicas e vídeos automaticamente. Ao usar um aparelho offline, a escolha volta a ser da pessoa.
O que vemos, portanto, não é rejeição da tecnologia moderna, mas uma tentativa de equilíbrio. A Geração Z continua conectada, mas começa a questionar o excesso.
Talvez a maior lição seja simples: tecnologia deve facilitar a vida, não dominar a atenção.
Em um mundo acelerado, desacelerar pode ser um ato consciente — e até necessário.
Nos vemos no próximo post, até já!
*Marcio Luis – Engenheiro de Computação pós-graduado em Gestão de Energias e Data Science, com 20 anos de experiência atuando nas áreas de Governança em TIC, Gestão e Implantação de Infraestrutura de Dados, Voz e Segurança. Como Web designer também possuo experiência de mais de 17 anos, com projetos diversos desenvolvidos para pequenas e grandes empresas. Responsável pela nova diagramação do Site Contra e Verso e de suas novas funcionalidades. Pai e Marido que ama o que faz e que tem na tecnologia uma enorme paixão.