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Imigração Japonesa comemora 109 anos; Em Caraguatatuba são 72 anos

O Blog CONTRA & VERSO antecipa-se as comemorações de 109 anos da Imigração Japonesa no Brasil e dá um resumo na história desta colônia que muito contribuiu para o desenvolvimento do país e em especial, de Caraguatatuba. A Princesinha e Capital do Litoral Norte recebeu os primeiros imigrantes há aproximadamente 72 anos, onde a sua história se confunde com o desenvolvimento de Caraguatatuba. Encontramos os “Senseis” da Colônia Japonesa em Caraguatatuba praticando Gateball na sede da ACREC, no Pontal Santa Marina, na zona sul da cidade, quando fizeram um resumo de sua chegada e trabalho no final deste texto.

Embora o Japão tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar o solo brasileiro foram os quatro tripulantes do barco WAKAMIYA MARU, em 1803, que afundou na costa japonesa. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, não podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem. No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, a atual Florianólis-SC, no dia 20 de dezembro, ali permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época.

A primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880. O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, mas o acordo só seria concretizado no dia 5 de novembro de 1895, em Paris, quando Brasil e Japão assinaram o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação.

Em 1894 o Japão envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita, em cujo roteiro foram incluídos os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relatório ao governo e às empresas de emigração japonesas, recomendando o Brasil como país apto a acolher os imigrantes orientais. A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de café em 1897, mas teve, no entanto, de ser cancelada justamente na véspera do embarque. Em novembro de 1907 Ryu Mizuno, considerado o pai da imigração, fecha acordo com o secretário da Agricultura de São Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdução de 3 mil imigrantes japoneses num período de três anos. Nessa época, o governador era Jorge Tibiriçá. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio KASATO MARU deixa o Japão com os primeiros imigrantes, rumo ao Brasil, aportando em Santos em 18 de junho.

Os 793 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém um duro período de adaptação. O grupo não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas. No dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo. Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam.

 
Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, os seus lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo Governo Federal. Essas famílias foram, também as primeiras a cultivar o algodão. E em 1918 formam-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formaria o primeiro dentista de origem japonesa. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade Nikkei era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura.

Em Caraguatatuba a Colônia Japonesa que chegou ao Brasil a partir de 1908 era originada de cidades como Okayama, Fukushima, Shizuoka, Yamaguchi, Kagoshima, Kochi-Ken e a ilha de Hokkaido, começou a se formar a partir de 1945 com a vinda da família de Jairo Tagawa, num carvoeiro no bairro do Getuba, localidade essa que sediou pelo menos 90% das famílias que aqui chegaram, numa área de 1.200 Alqueires que estava sendo negociada na forma de proprietário e não como colono. No ano seguinte chega a família Nagae, desta vez para a lavoura. Em 1948 e 1949 chegam respectivamente as famílias Saito, Kamiyama, Sato e Shibata, também para o cultivo de Bananas e posteriormente Verduras e por último Gengibre e outras culturas, que variavam conforme as tendências do mercado da época.

Na década de 50 do século passado vieram para cá as famílias Matsumoto e Suzuki e na década seguinte, nos anos de 1962, 1964 e 1965 se instalaram por aqui as famílias Nishiyama, Eguchi, Kawata, Yui, Minato, Kashiura e Miki, estas últimas alternando a vida na Lavoura, Pesca e no Comércio. Segundo as informações dos remanescentes, com idades que variam de 70 a 94 anos, a última família que por aqui chegou se deu em 1994 e de nome Nakamura. De acordo com as informações as famílias que se instalaram em Caraguatatuba vieram de cidades como Juquiá, Mogi das Cruzes, Pereira Barreto e Dracena no Estado de São Paulo e Nova Esperança, no Paraná.

Para reunir e manter viva a cultura japonesa entre os imigrantes foi criada em 1973 a ACREC – Associação Cultural, Recreativa e Esportiva de Caraguatatuba, que atualmente tem 68 famílias associadas dentre as mais de 400 famílias existentes de origem nipônica. Atualmente a Colônia Japonesa em Caraguatatuba representa aproximadamente 5% da estrutura comercial da cidade.

 

   Fonte: http://kasatomaru.tripod.com/historia.ht

Sobre Pedro Monte-Mór

Pedro Monte-Mór tem 54 anos, é Jornalista Profissional, formado pela Universidade de Taubaté em 1986 e Pós-Graduado pela mesma Universidade em Assessoria de Imprensa, Gestão da Comunicação e Marketing em 2005. Carioca de nascença mora em Caraguatatuba há 44 anos e incorporou-se ao modo de vida paulista. O início da sua vida profissional se dá na década de 80, quando fez Free Lance para a Rádio Oceânica – AM 670 e Jornal Expressão Caiçara. No período universitário trabalhou de 1984 a 1986 na GAZETA DE TAUBATÉ, sob o comando do Jornalista Djalma Castro e como Correspondente em Taubaté do extinto JORNAL DO VALE, de São José dos Campos no ano de 1986. Trabalhou para o SEBRAE Litoral Norte – Regional São José dos Campos, Prefeitura Municipal de Caraguatatuba de 1989 a 1992, além de diversas outras entidades de classe, Como ACE (Jornal do Comércio) e AEAA-C (Jornal dos Engenheiros), sempre na direção Editorial. Prestou Assessoria de Imprensa para a Praiamar Transportes. Fundou os jornais O NOROESTE e NOROESTE NEWS em Caraguatatuba, respectivamente de 1997 a 1998 e de 1998 a 1999. Foi Correspondente do JORNAL IMPRENSA LIVRE, de São Sebastião, o único diário do Litoral Norte do Estado de São Paulo, de 1992 a 1996 e de 1999 a 2001. Trabalhou como Assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Caraguatatuba de 2001 a 2012, exercendo também as funções de Relações Públicas, Cerimonialista e Mestre de Cerimônias. Exerceu função na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São Sebastião de Agosto de 2013 a Julho de 2014 e escreveu para o Jornal InfoImóveis de Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2014. Ministrou aulas na UNIP em São José dos Campos (Marketing Político) e no Módulo – Comunicação (Fotografia e Teoria da Comunicação). Atualmente ministra aulas no IBRAP (Instituto Brasileiro de Administração Pública), nos cursos de Ouvidoria, Assessoria de Comunicação, Estruturação de Assessoria de Comunicação e Media Training.

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