Jantar Tomaz_Aguilar 72

 

Depois do extermínio pré-pré-eleitoral cometido pelo Prefeito Antonio Carlos da Silva, que dizimou os pretensos pré-candidatos a receber a sua benção visando a caça aos votos em outubro de 2016 e deixando o caminho livre para a indicação de Gílson Mendes como seu sucessor, deve-se observar a outra margem deste rio e nele, todos irão encontrar o ex-Prefeito José Pereira de Aguilar, que assim como o Engenheiro predileto, encontra-se em posição privilegiada no cenário político local.

Como todo bom Sniper, leia-se Atirador de Elite, equipado com o seu Barrett, leia-se rifle de precisão calibre .50, o Prefeito Antonio Carlos da Silva ‘vaporizou’ todos os pretendentes ao cargo de Chefe do Executivo, ou melhor, colocou fora do páreo o pretenso que estava se organizando com mais antecedência, obrigou alguns a silenciarem-se e outros forçou a mostrar a sua covardia.

Esta atitude colocou em destaque e com caminho aberto o pretenso mais cotado a receber sua benção, em outras palavras, a sua indicação para sucedê-lo nas urnas no próximo ano. Trata-se de Gílson Mendes, ex-Secretário de Obras Públicas, que por ser Servidor Público Municipal Efetivo, mantêm-se com cargo na Prefeitura, sendo agora o número 2 da já citada Secretaria.

Mas a questão do texto é outra, é caminhar para o outro lado deste rio. Ao contrário do clima na situação, a oposição vive momentos de crescimento e grandeza, pois mesmo querendo derrubar a Dinastia do Todo Poderoso, Homem da Estrela Solitária e Dotado de Vasto Cérebro, os partidos não estão unidos e coesos neste propósito, ou seja, cada um correndo sozinho em busca da vitória e de extirpar a situação política local.

Neste caso quem tem a situação facilitada é o ex-Prefeito José Pereira de Aguilar, que por já ter administrado a cidade, sobressai-se perante os outros candidatos da oposição, que ou são novatos ou completamente despreparados para a função, concorrendo às urnas tentando o voto dos eleitores de Caraguatatuba. A derrota de Aguilar na tentativa de reeleição em 2008 não diminuiu a sua cotação perante as últimas pesquisas informais que foram feitas e circulam nos bastidores da cidade e o grande número de votos em apenas 12 dias de campanha em 2012 ratificam a predileção do público pelo seu nome.

Se por um lado Gílson Mendes carrega um pouco de Antonio Carlos; sisudo, pouco sorriso, sem traquejo, estilo Capitão Nascimento, Aguilar é o estereótipo perfeito do político brasileiro; Homem de família, religioso, simplório, veio de baixo, com jogo de cintura e traquejo político.

Se por um lado Gílson Mendes será indicado pelo maior empreendedor do Litoral Norte, uma pesquisa interna recém-elaborada mostra que o povo de Caraguatatuba mostra-se agradecido pelas melhorias feitas por Antonio Carlos e quites com o Chefe do Executivo, que aparenta ter enriquecido demasiadamente durante este período com a cidade. Neste prisma o povo não teria dívida com Antonio Carlos e o mesmo teria que começar do zero indicando Gílson Mendes como seu candidato.

Na outra margem o político popular José Pereira de Aguilar desponta como a maior voz da oposição e como o mais indicado a ocupar a cadeira mais poderosa de Caraguatatuba, situada na rua Luis Passos Júnior 50, mesmo tendo feito um governo mediano de 2008 a 2012. A situação de Aguilar se mostra mais transparente pois ele aparece como o nome que freqüentou a corte adversária, mas que não estaria contaminada com o lado negro da força.

Este texto não tem por base dizer quem vai vencer as eleições de outubro de 2016, mas, como em todo pleito, quais candidatos irão polarizar a intenção de votos dos eleitores e estes nomes são Gílson Mendes e José Pereira de Aguilar.

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