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Uma associação tem por função básica proteger, auxiliar, orientar, dar apoio moral, jurídico e social e reunir os membros de um mesmo grupo e categoria numa entidade associativa. Para não fugir a regra a Associação Comercial de Caraguatatuba nasceu com estes objetivos e por estes motivos.

Em outubro de 1964 a paciência do finado Contador José D’Almeida Barbosa chegou ao seu limite. Ao ler propagandas e matérias em jornais e revistas que tinham por objetivo denegrir a imagem da cidade viu por bem dar um basta nisso. Era necessário defender a cidade, tranquilizar os leitores e mostrar que Caraguatatuba era um bom lugar para comprar e vender e poder desfrutar de um Turismo de qualidade.

Contam os mais antigos que a cidade não tinha nada em ordem, pois as ruas eram de terra, não havia um metro de pavimentação e tudo era precário. Esta situação resultava num comércio com prejuízo, sem estimativa ou previsão de melhoria. Com base nisso nasceu a Associação Comercial.

Com a idéia de criar a entidade na cabeça e no coração, Barbosa reuniu 15 comerciantes para debater a situação do comércio local e criar uma entidade que visasse a proteção da categoria e o desenvolvimento da cidade. Naquela época as reuniões eram semanais na casa do Alfaiate Irineu Mendes de Souza e para cobrir as despesas os custos eram rateados entre o grupo.

Passados seis meses de debates, encontros, reuniões e com os documentos prontos e selecionados, nasceu em 21 de abril de 1965 a entidade que iria defender o comerciante local e se tornar a voz que lutaria pela cidade. O primeiro Presidente foi o também finado Francisco Monte, dono na época da Padaria e Lanchonete Estrela.

Nascida a entidade a diretoria tratou de valorizar os ramos existentes do comércio na cidade, criando atividades, serviços, campanhas e eventos que valorizavam lojas, restaurantes, postos de gasolina e demais estabelecimentos. Essa mesma diretoria foi vanguardista ao tentar negociar uma Taxa de Turismo, hoje comum em várias cidades, mas que infelizmente não teve êxito. Ainda sobre o relato dos mais antigos, eles contam que com a entidade instalada as autoridades passaram a ouvir os comerciantes locais.

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Mas nem tudo foram flores e glórias. Passados 24 meses depois da criação da Associação Comercial a cidade sofreu com a Catástrofe de 67, com a destruição e morte sendo visível em todos os cantos. Para o comércio foram períodos ruins, pois o município precisava ser arrumado e os poucos mantimentos existentes foram requisitados pelo Exército para alimentar os sobreviventes e equipes de resgate e salvamento e para a entidade, a primeira crise a ser contornada, com reivindicações ao Governo do Estado para obras emergenciais e a criação de uma cooperativa, onde uma pessoa comprava mercadorias em maior quantidade e por menor preço para uma melhor revenda. A medida aos poucos foi restabelecendo comércio por comércio afetado com a tragédia.

O primeiro Presidente, Francisco Monter tinha 51 anos quando presidiu a entidade, mostrando ser um homem de visão que tramitou entre o comércio e a indústria. Fundou a Caramuru, empresa de fogos de artifício em Ribeirão Pires; a Valpar em Jacareí no ramo da química e a Siempre, importadora e exportadora de matérias primas na capital. No ramo dos fogos Francisco Monter ainda ergueu indústrias iguais no Uruguai e na Colômbia. Em Caraguá a paixão pela cidade teve início em 1955 e em 65 inaugurou a Padaria e Lanchonete Estrela.

Passados 52 anos a entidade hoje com uma nova mentalidade, é participativa e parceira dos rumos de Caraguatatuba, além de ser o braço forte do Comércio, da Prestação de Serviço e do Empreendedorismo.

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