Câmara Caraguá_Tumulto 77

 

É claro e nítido e por que não, primordial a necessidade do povo ter um elo de ligação com o Poder Público, tendo em vista as dificuldades que tem para resolver seus problemas, pois não tem um canal direto com a Prefeitura ou o Governo Estadual.

São vários os problemas que afligem o contribuinte. Falta de pavimentação, iluminação pública precária, poucos médicos, demora para consultas, tratamentos, exames ou cirurgias, transporte público de má qualidade, Segurança Pública que deixa a desejar e uma Educação que não traz benefícios as crianças, são itens da estrutura da Sociedade Civil Organizada que mais impedem o desenvolvimento de um povo, de uma cidade. Estes empecilhos faraônicos de conseguir e tão simples de resolver para os cidadãos mais carentes chegam a casa do impossível, pelo fato de não ter ou não saber como reivindicar. Um Agente Político que ligasse a população e os órgãos Executivos, no caso o Vereador, seria o caminho mais fácil entre o problema e a solução, assim como o Meio Campista no Futebol, que tem por tarefa receber a bola da defesa e levá-la ao ataque para fazer o gol.

Este Meio Campista que seria o receptor, ouvindo os chamados do povo e os encaminhando para Prefeitos, Secretários Estaduais e até o Governador, além de cobrar deles a efetiva solução, o quanto mais rápido possível, nada mais é do que o Vereador.

Analisando a questão como um todo, as comunidades têm problemas diários, emergentes e extremamente prioritários, onde o Poder Público, utilizando-se da maneira mais simples e de bom senso, bastaria ouvir o povo, estudar o problema e colocar numa lista de prioridades a serem resolvidos, solicitando um prazo para a solução. Se este é o cenário da teoria, não é o da prática.

Os bairros, principalmente os mais carentes, padecem dia a dia com os seus problemas, sem que o Poder Público olhe por todos, resolvendo apenas o que eles entendem como prioritários. Cabe ao Vereador atender as comunidades, sejam elas carentes ou não, cobrando do Executivo e prestando contas a estes munícipes, mostrando qual a verdadeira ordem de prioridades, mantendo o equilíbrio entre o povo e o Poder Público, onde cada um faria a sua parte.

 

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