Os mais sábios dirão que na Adversidade é que surgem as melhores ideias, as maiores oportunidades, os momentos mais importantes e os resultados mais satisfatórios. Em tempos de Pandemia do Covid-19, com a economia em baixa e a carestia em alta um trabalho tradicional pode se tornar o caminho entre o desemprego e uma renda, mesmo que seja baixa. Porém não se pode exagerar, colocando em risco a vida dos outros, bem como a sua.

Os protocolos Sanitários regidos por Decretos Federais, Estaduais e Municipais, restringiram a ocupação e o trabalho de Restaurantes, Quiosques, Bares e Lanchonetes, colocando em voga o emprego do Motoboy, pois estes estabelecimentos ligados a Culinária criaram, desenvolveram e incentivaram o Delivery de alimentos como forma de sobreviver.

Antes de iniciar este texto é bom frisar que existem duas categorias de pessoas que pilotam motos, os Motociclistas e os Motoqueiros. No passado Motociclista pilotava grandes máquinas, de muitas cilindradas, de grande marcas e bem mais estruturadas do que outros modelos. Já o Motoqueiro pilota máquinas menores, mais simplórias, de grandes marcas também, porém menos estruturadas. Atualmente a categoria se divide entre os conscienciosos, cuidadosos, respeitadores do Código de Trânsito e da vida humana, denominados de Motociclistas e os desrespeitadores, descuidados, que põem em risco a vida de terceiros e não querem nem saber sobre as Leis de Trânsito, bem como fogem do bom senso e são aliados da desordem e da bagunça. A estes chamamos de Motoqueiros.

A função de Motoboy é a mais nova moda do setor trabalhista e da Pandemia, devido a necessidade dos Restaurantes e afins de sobreviver e das pessoas em Quarentena e em Home Office poderem se alimentar. Estes colaboradores do momento recebem pela taxa de entrega que lhe cobrada cada vez que você pede o seu alimento pelas Redes Sociais. Há também os Motoboys que recebem uma porcentagem da taxa de entrega e outros tem carteira assinada e o valor cobrado pela entrega é direcionado para o pagamento do seu salário e outros impostos e taxas trabalhistas. Alguns deles, como dissemos, tem Carteira de Trabalho, outros mantêm um contrato informal e uma significativa porcentagem não tem vínculo trabalhista com a empresa que trabalham.

A grande questão é que a maioria dos Motoboys são Motoqueiros de raiz, ou seja, pilotam como dementes, trafegam como loucos e colocam em risco a vida de pedestres e motoristas diariamente. Alguns deles são tão desrespeitosos que dirigem suas motos usando chinelos, ao invés de um calçado confortável e regulamentado pelo Código de Trânsito. O vai e vem e o ziguezague nas ruas da cidade causam o inferno no trânsito local. Como boa parte deles não tem vínculo trabalhista com o seu “Empregador”, fica difícil cobrar deles respeito as regras e atitude ao lidar com os protocolos.

Ultrapassagens indevidas, o não cumprimento às Leis vigentes e o barulho ensurdecedor de algumas motos ao acelerar desesperadamente, fazem do ato de dirigir e se locomover com um veículo um verdadeira inferno.

As estatísticas comprovam; a maior porcentagem de acidentes e os de maior gravidade, estão relacionadas as motos e na maioria das vezes no período da manhã e parte do vespertino, ou seja, quando os Motoboys estão indo para o trabalho ou entregando o seu almoço de todo dia. Infelizmente somos dependentes destes profissionais de pouca e baixa qualidade, que ao colocar em risco a própria vida e dos outros motoristas, podem deixar você sem o tão sonhado almoço diário. Esperamos que surja uma fagulha de consciência e bom senso destes profissionais, para que o nosso trânsito e o nosso almoço sejam de total tranquilidade.

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