Partidos se tornam meros figurantes numa eleição

Eleições 2016 gd

 

Partido Político é uma instituição que tem por objetivo difundir a sua ideologia, e para se manter, arregimenta correligionários para espalhar a palavra e seus preceitos pela cidade. Exemplos vem do PTB que espalha o trabalhismo, a maneira Comunista do PC do B, a Democracia Cristã do PSDC, a defesa dos Trabalhadores do PT, a Social Democracia do PSDB e por aí vai. Pena que isso fique apenas no papel.

Atualmente as legendas tornaram-se aluguel de interesseiros políticos, Coronéis da velha guarda que ainda usam de “Currais Eleitorais” para manter o poder e de Financistas Políticos, que veem na legenda um modo de ganhar dinheiro do modo mais fácil com a venda, aluguel, comodato ou financiamento de Diretórios Municipais ou Comissões Provisórias nos vários municípios onde o partido estiver instalado.

Os candidatos costumam arregimentar diversas legendas, como forma de obter mais candidatos que se tornam Cabos Eleitorais de elite, com o intuito de obter um maior número de votos, visando a sua eleição. Normalmente os candidatos a cargos municipais no Executivo, travam a silenciosa guerra de tomar a legenda uns dos outros, como forma de aumentar os já citados “Cabos Eleitorais de Elite”. O que não se espera e este veículo não admite é a intromissão externa nos interesses políticos locais, ou seja,  líderes de outros municípios intervirem na entrega ou cessão de legendas que não são de seu interesse ou jurisprudência política.

Refiro-me ao Prefeito de Ilhabela, Antonio Colucci, que nos últimos dias vem intervindo nos Diretórios Estaduais do PV e do PSB, com o nítido intuito de aglomerar ao seu bel prazer, legendas que irão apoiá-lo nas eleições de 2018, quando tentará a candidatura a Deputado, seja Estadual ou Federal e antes disso na campanha municipal em Ilhabela. A receita é simples e certa; Colucci consegue o maior número de partidos possíveis e o distribui para amigos e simpatizantes, para que em 2018 o apoie a Assembléia e antes disso precisa indicar como seu sucessor uma candidata ligada ao PSB.

A primeira investida foi contra o PV de Nivaldo Alves, comandado por seu filho, o Advogado Felipe Alves, onde não houve sucesso. A segunda investida obteve sucesso, com o alvo dirigido ao PSB, onde figuram o Presidente da Câmara de Caraguá, Vereador Chininha e o Legislador Júlio Alves. A ação se explica da seguinte maneira; Sem uma razão explícita, o Prefeito Colucci, que é do PPS, ganhou do seu correligionário local, o Vereador Nenzão, o Título de Cidadão Caraguatatubense.

Na verdade a honraria não passou de uma aplicação a longo prazo, com os dividendos sendo resgatados agora, quando Colucci foi até o Vice-Governador Márcio França e conseguiu dele, o Diretório Municipal do PSB, que até então estava sob as rédeas de Nivaldo Alves, desde que indicasse como seu sucessor uma candidata  de baixos índices na pesquisa, ligada ao partido e ao Vice-Governador. Mas as benesses não param por aí, como será candidato a Deputado Estadual e por indicar a tal candidata do PSB, Colucci deverá fazer parte do Staff do Governo do Estado no próximo ano e para concluir, recebendo o PSB de presente, repassou-o para o seu correligionário que no passado lhe concedeu a honraria. E quais as sequelas deste ato???

Além de apoiá-lo para Deputado em 2018 o PSB vai apoiar em 2016 a possível candidatura do Vereador Neto Bota, que por ter pouca expressão no PSDB, não pode almejar conquistar a cadeira mais importante da Luis Passos Júnior, 50 nu com a mão no bolso. Mas o pior de tudo ainda está por vir. Ao retirar de Nivaldo Alves o PSB e repassá-lo para Colucci, que por sua vez o entregou de bandeja para Neto Bota, o Vice-Governador Márcio França conivente com todo o jogo entregou a legenda para o Deputado Federal Campineiro Carlos Sampaio, seu principal adversário na disputa pela indicação do candidato que irá concorrer a Presidência da República em 2018, pois França apoia Geraldo Alckmin e Sampaio apoia Aécio Neves. O pior de tudo é que França mudou sua convicção, apenas para apoiar sua candidata que não decola nas pesquisas.

Um exemplo contrário ao que criticamos vem do Prefeito Antonio Carlos, que sempre elogiei como um grande empreendedor, mas nunca como um grande político. Não há registro de que ele estaria intrometendo-se nas cidades vizinhas tomando legendas e entregando para terceiros. O que ocorreu em duas ocasiões, quando venceu para Deputado e seu filho se candidatou, que ele tem como costume procurar e cativar líderes políticos e comunitários para empreender a campanha na sua cidade, mas nunca numa atitude inoportuna, como a tomada por Colucci. É bom salientar que a atitude do Prefeito de Ilhabela repercutiu mal no meio político regional, com sérias críticas oriundas de São Sebastião.

O Prefeito de Ilhabela, em entrevista ao CONTRA & VERSO negou as acusações primeiramente observando que a sua pretensa indicada para Prefeita em Ilhabela, Lídia Sarmento poderá sair pelo PPS ou PSB. Ao mesmo tempo frisa a velha amizade com o Vice-Governador e o orgulho de ter compartilhado as boas atitudes políticas do Prefeito Antonio Carlos, a quem muito admira. Confirma que deseja se candidatar a Deputado, mas que atualmente são apenas conjecturas. Sobre a colocação no staff de Alckmin gostaria de saber o cargo pois não recebeu convite algum. Afirma que desconhece o Deputado Carlos Sampaio e que não irá repassar o PSB para outro Vereador em Caraguá, pois o PPS e o PSB vão lançar candidato próprio à Prefeitura, o Tenente Campos Júnior. Sobre a anexação do PSB, alega que foi uma ação do Diretório Estadual, pois na eleição de 2014 a legenda não se movimentou em prol de candidatos a Deputado do partido, fato confirmado por fontes internas, que apoiaram o Vice-Prefeito de Caraguá para Estadual.

O Site de Notícias CONTRA & VERSO contatou a Assessoria de Imprensa do Vice-Governador Márcio França, que por conseguinte nos repassou para o Deputado Estadual Caio França, que até o fechamento deste texto não havia ligado para nossa redação.

O tempo dirá se os desmentidos e declarações são sinceras. Espero que nestes novos tempos que os partidos não sejam meros coadjuvantes nesta peça teatral tosca, mas sim artistas de primeira linha, como nas grandes produções.

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