Projeto de Microchipagem recebe críticas da população

A Prefeitura de Caraguatatuba, através de seu CCZ – Centro de Controle de Zoonoses iniciou um projeto de Microchipagem para cães e gatos. O projeto recebeu críticas da população no início devido a sua organização, pois vários donos de animais tem ficado horas na fila sem o devido atendimento.

Segundo o projeto os proprietários de animais domésticos devem se dirigir a sede do CCZ, localizado no bairro do Poiares, na zona sul da cidade para a colocação do microchip em seus animais. Neste microchip ficam contidos os dados sobre o animal e o seu dono, como nome, data de nascimento, raça e sexo, além do nome do proprietário, endereço e telefone. Estes dados terão serventia quando da checagem da ficha do animal quando da sua vacinação anual e no caso de encontro após desaparecimento ou roubo.

O maior problema enfrentado diz respeito a organização do projeto de Microchipagem, pois diariamente são distribuídas 20 senhas e alguns donos de animais chegam a porta do CCZ a partir das zero hora para serem atendidos a partir das 7 da manhã e muitos quando vão ser atendidos descobrem que as senhas terminaram, pois alguns donos levam mais do que um animal apenas. Este procedimento resultou em várias críticas na porta da entidade, bem como pelas Redes Sociais. No entendimento dos proprietários o mais adequado seria a distribuição de senhas correspondentes a 20 pessoas não importando o número de animais.

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Os números da população animal em Caraguatatuba com base na Vacinação Antirrábica de 2016 é de 22 mil cães e 3 mil gatos se for feita uma comparação com as estimativas de Microchipagem.

O Veterinário Guilherme Garrido, responsável pelo CCZ – Centro de Controle de Zoonose não concordou com as reclamações. “A base é de 20 senhas por dia e cada pessoa pode levar até 5 animais de cada vez, não mais do que isso”, afirmou. Garrido disse que o trabalho de Microchipagem e Castração será feito ao longo do ano e não há necessidade de correria até a sede do CCZ. “As pessoas pensam que o serviço é por tempo limitado e por isso ficam afoitas para fazer com medo de terminar”, disse. O Veterinário garantiu que haverá um trabalho nos bairros e que não há necessidade de chegar de madrugada para o atendimento, pois a Microchipagem é feita na hora e a Castração depende de agendamento para uma das clínicas conveniadas. Garrido estima que a população animal da cidade cresce em média 5% ao ano.

Após o fechamento deste texto não ocorreram mais reclamações sobre este programa realizado pelo CCZ.

 

Foto: Luís Gava/Secom-PMC

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