A Gestão Pública ou Administração Pública, como alguns gostam de citar e mencionar, é composta por sua parte Técnica e Administrativa e por seu lado Político, pois o Poder Público é mantido por técnicos mas elege políticos para dirigi-lo. O correto é que houvesse um equilíbrio nesta balança mas isso não acontece na maioria das vezes. E quando o Político interfere no Administrativo, qual é o resultado e a sequela???

A Prefeitura, a Câmara Municipal e os diversos órgãos públicos tem suas Secretarias, Departamentos, setores dos mais diversos. Na maioria das vezes estas subdivisões são compostas por técnicos, universitários e profissionais gabaritados para ocupar as várias funções existentes. Na política brasileira, bem como em diversos países, a chefia destes setores é ocupada por políticos que fazem parte do grupo que venceu as eleições, alguns com títulos e documentos e outros carregam a tarefa de brigar pelo voto do seu candidato, prestigiando-o sem qualquer expertise para o cargo que ocupa.

Um exemplo clássico do Técnico e do Político no Serviço Público você pode ter na Câmara de Caraguatatuba. No setor Técnico existe a Produção Legislativa, o Jurídico, a Comunicação, o Financeiro, RH, Almoxarifado e Zeladoria. Todo este “Exército” é composto por pessoas com Títulos e Documentos voltados para o setor e a função que desempenham. O Diretor Geral da Câmara, o Advogado Leonardo Macedo tem por tarefa a parte administrativa do Legislativo local, discutindo, debatendo, se reunindo, negociando prazos, valores e contratos, deixando para o Presidente da Casa de Leis, o Vereador Tato Aguilar, a tarefa de manter a engrenagem política do Parlamento, ou seja, mantendo o equilíbrio entre o Administrativo e o Político no Serviço Público.

Mas nem sempre acontece assim. Eu explico!!! Imagine quando o Administrativo comete um erro, que gera problemas no Político e este não quer resolver a questão, pois o Servidor no Administrativo é ligado por motivos políticos!!! Imagine você que se este Servidor for penalizado no Administrativo vai gerar problemas no político que foi indicado e faz parte do grupo que elegeu o chefe maior deste grupo. A consequência será o estremecimento do relacionamento, rupturas no grupo, munição para a oposição, desestabilização dos membros que foram eleitos e sequelas que podem comprometer a Administração Pública ou a gestão que está no poder no momento.

E tem o outro lado. Quando o Político comete um erro, o fato é abafado para o bem maior, com a devida pressão no Administrativo, ou para tentar reparar a falha ou para esquecer que o Político a cometeu, ficando tudo como Dantes no Quartel de Abranches, pois a falha foi cometida por alguém ligado ao grupo vencedor e toda a dedicação deste político é lembrada quando ele comete uma falha.

Um terceiro lado para esta história é quando o Administrativo comete uma falha e por não estar ligado ao grupo político, sofre penalidades, sanções e até descontos no seu salário, bem como a menção da falha na sua Folha de Trabalho

O que acontece na maioria das vezes é que seja uma falha Administrativa ou uma falha Política, quem sempre sai no prejuízo é a outra ponta desta corrente, não importando a razão, mas sempre será o prejudicado, isto quando não houve gracejos infames, como se a falha fosse normal.

O ideal é que Administrativo e Político gerenciem o Poder Público com equilíbrio, com transparência, bom senso e respeito a ambas as partes, sejam os Servidores, os Políticos e o povo, mas isto é um assunto que nos próximos anos não terá solução, com certeza!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *