*Stefan Massinger

 

Com certeza você já participou ou ouvi de alguém participando de um tal de “simpósio”. Você sabia que a palavra está diretamente ligada com o consumo do vinho. No blog da importadora Winerie, achei a explicação mais compacto sobre esta palavra, sua origem e a relação com o vinho. Apesar da origem grega, o simpósio teve sua versão romana, o convívio.

Ao pé da letra “synposion”, quer dizer “bebendo juntos” e “convivium”, mais amplo, significa “viver em comum”. Trata-se de um jantar regado as mais exóticas comidas, bebidas e prazeres que a vida pode dar. Maravilha, não é – deixe sua fantasia levar num evento destes, muito mais depois um longo período de ficar trancado em casa sem aglomeração qualquer, seja simpósio ou convívio. Ao contrário de seu ancestral grego, o convívio era a atividade completa do banquete, enquanto que o simpósio, era o ato de beber, entre os homens, após a refeição principal. Tipo um encontro entre os “brothers” depois do almoço. – Sabe aquele momento no churrasco, quando os homens se aglomeram num canto com taça na mão e discutindo assuntos importantíssimos, que mulheres nunca entenderão …

Mas por que escreve nesta coluna sobre tal assunto?

Na verdade, podemos perceber que estes costumes fizeram parte da história das civilizações e estas deixaram heranças que até hoje repetimos. O historiador Rod Phillips, narra em “Uma Breve História do Vinho”, que na verdade a palavra é feminina, as symposias (sic) eram reuniões entre homens, após o jantar, onde se bebiam vinho e conversava-se sobre história, filosofia, arte e guerra. Os homens eram servidos por garotos, entretidos por dançarinas e músicos. Aaa, os velhos tempos e os antigos habitos….

Normalmente as symposias eram reuniões formais e o vinho era o principal recurso lúdico, geralmente entre os gregos nobres bebia-se um vinho doce e era frequente ser este misturado a água do mar, a mistura maior ou menor indicava a classe do anfitrião. Este era chamado de simposiarca, o qual dava o ritmo ao evento. Geralmente o vinho era despejada na água, cujo recipiente era o Krater e posteriormente servido em um Kylix, um tipo de taça metálica muito rasa e larga, em sua boca.

As mulheres que participavam destes eventos eram prostitutas, serviçais, cantoras e eram consideradas menores. As mulheres destes membros dos simpósios, reuniam-se separadamente, e tomavam vinho sem misturar com água. Este ato era considerado bárbaro para os gregos, o que igualava as mulheres aos que não eram gregos. Uma possibilidade era chegarem mais rápido até Dionísio. Os historiadores da época relatam os atos femininos de uma forma negativa e passível de punição, adultério e indignação. – Apenas porque ficaram bêbadas mais rápido que os homens, que tomaram vinho doce misturado com água do mar …

 

 

* Stefan Massinger nasceu na Áustria, sul de Viena, numa região de vinhos. Vive em Caraguatatuba, sendo master do grupo Wine, o maior e-commerce de vinhos da América Latina, treinando interessados como empreender no mundo do vinho. Também tem uma empresa de venda de vinhos on-line e atua também como consultor independente de negócios.

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