O Blog Contra & Verso recebeu informações de que o Vereador Dennis Guerra foi sentenciado em Fevereiro deste ano a pagar uma indenização acima de r$ 20 mil por uma operação junto a Loja Zelar Lar e Construção, de propriedade do atual Prefeito, José Pereira de Aguilar Júnior. O Vereador, membro do grupo de oposição a atual Administração condicionou a sua declaração a uma exigência absurda e fora dos padrões da Ética Jornalística.

O processo está no Fórum local, na Vara do Juizado Cível e Criminal, a cargo do Juiz Fábio Bernardes de Oliveira Filho e datado de 12 de Fevereiro deste ano. Segundo a sentença o Vereador não compareceu a Audiência marcada e foi julgado a revelia.

Segundo o despacho a Zelar Lar e Construção apresentou os motivos para a cobrança, comprovados por documentos. Com base nisso e na falta da defesa do Vereador, que não foi apresentada, julgou procedente a ação, sentenciando Dennis Guerra a pagar uma indenização de r$ 20.137,33 (Vinte Mil, Cento e Trinta e Sete Reais e Trinta e Três Centavos), valor este já corrigido e após o pagamento o processo será extinto.

Informa o Magistrado que caso haja recurso a ser apresentado pelo Réu, despesas judiciais deverão ser pagas.

Procurado para saber as razões que levaram o Vereador a se tornar Réu nesta ação, o mesmo condicionou a sua declaração a revelação da Fonte que repassou as informações para a Redação do Contra & Verso.

Este procedimento, além de absurdo é considerado Antiético dentro dos padrões Jornalísticos, que tem por base a preservação da fonte, como forma de garantir o repasse de informações sem que haja represálias a quem forneceu os dados e a Liberdade de Expressão. A revelação do nome da Fonte é considerada uma falta grave dentro da profissão, bem como resulta na total perda da confiança do profissional para quem repassa informações em sigilo.

Solicitada a Zelar Lar e Construção para que informasse a razão que culminou com a sentença de Indenização pelo Vereador, a mesma informou que preza pelo total respeito aos seus clientes e parceiros, não cabendo aos sócios, proprietários ou colaboradores, em hipótese alguma, comentar sobre possíveis acordos ou desacordos entre as partes.

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