A Vigilância Sanitária Municipal multou em mais de R$ 7 mil em meados de Abril deste ano a Drogaria Oliveira, localizada no centro de Caraguatatuba por armazenar remédios fora da data de validade nas prateleiras. Segundo fontes a farmácia não foi fechada em respeito ao proprietário. Houve intromissão do Vereador Carlinhos da Farmácia, que trabalha no local, no caso.

O caso só veio a tona agora, tendo sido divulgado nas Redes Sociais. Segundo apuramos com fontes ligadas a Saúde tudo teve início quando da abertura dos trabalhos para a renovação do Alvará do estabelecimento, em agosto do ano passado. Não se sabe a razão mas o processo ficou parado de agosto de 2016 até janeiro deste ano, quando o trabalho foi reiniciado. Em janeiro os fiscais apresentaram, após uma minuciosa visita, os detalhes para as adequações necessárias com o intuito de obter a Licença.

De acordo com as fontes quando do retorno da equipe de Vigilância Sanitária em fevereiro, constatou-se que as solicitações não foram atendidas, o que resultou num Auto de Infração a Farmácia. É nessa hora que surge o Vereador Francisco Carlos Marcelino – Carlinhos da Farmácia, que entrou no trâmite da renovação e segundo as fontes, utilizando-se de meios políticos para resolver a questão, ao invés dos meios sanitários, que seria o mais comum para o caso. As fontes informam que houve uma reunião na sede da Vigilância Sanitária em meados de abril, quando houve a garantia de que tudo estaria normalizado, respeitando o Código Sanitário Municipal.

Nova vistoria foi feita no mês de abril, quando os fiscais encontraram remédios vencidos nas prateleiras para venda ao consumidor. Foram encontrados cerca de 420 unidades de diversos tipos de remédios, dentre eles Antibióticos, remédios de Uso Contínuo e de Uso Esporádico com data de validade vencida desde 2014, além de material hospitalar. Na ocasião segundo relatos, o Vereador, que é Oficial de Farmácia foi ríspido e grosseiro com as fiscais. De acordo com as informações a Farmácia não foi fechada por respeito ao proprietário. Nesta última visita foi elaborada uma multa de mais de R$ 7 mil, que já foi inscrita na Dívida Ativa do município.

O Vereador não quis se pronunciar sobre o assunto. Já o proprietário, Clóvis de Oliveira Júnior, conhecido popularmente como Júnior alegou que não estava no local no dia da apreensão e que o material recolhido estava pronto para ser encaminhado para incineração. “Nunca vendi remédio vencido, tenho 40 anos de profissão”, disse. O proprietário alega também que o Farmacêutico responsável estava doente no dia da apreensão e que os fiscais não poderiam ter feito o recolhimento sem a presença dele. Júnior finaliza relatando que o Sistema de Produtos Controlados e não Controlados do Ministério da Saúde está fora do ar há meses e isso teria atrapalhado a retirada dos remédios vencidos no estabelecimento.

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