*Stefan Massinger

Antes que abrir mais um capítulo na história do vinho, tenho que mencionar, que a base dos fatos apresentados tanto da fantástica história mundial do vinho, que apresentei até agora, quanto os fatos resumidos e expostos aqui são resumos e extratos de blogs da fantástica vinícola Casa Valduga e da revista ADEGA – uma fonte rica sobre vinhos, vinícolas novidades e fatos históricos! Que minhas fontes sejam reveladas agora – e eu continuarei comentando os acontecimentos históricos “do meu jeito”. – Espero, que gostem …

Do primeiro viticultor do Brasil, lá em 1532, cujo nome eu até agora não consegui revelar, passando pelos diversos obstáculos e dificuldades à qualidade do vinho brasileiro até chegar aos desafios impostos pelo ainda baixo consumo de vinho na atualidade, vou escrever mais uma viagem histórica sobre esta bebida maravilhosa – agora no aspecto do “terroir” nacional.

À época da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, a bebida de Dionísio já tinha consumo na terra de saída, Portugal e na Europa em geral. A produção bastante diversificada na Europa, tanto pelo hábito trazido do Império Romano quanto pelos rituais da Igreja. – Sim, como mencionei em vários capítulos anteriores, a igreja católica e o papel fundamental na missa tem uma influência muito grande na disseminação do consumo do vinho no mundo inteiro! Mas além disso, vale ressaltar que Portugal já por muito tempo, se tornou uma grande nação produtora de vinhos.

Graças a seu clima temperado, favorável ao cultivo das uvas, e à proximidade geográfica com os locais onde se deu a fabricação das primeiras gotas de vinho do mundo, a Armênia (não tão “perto” assim…) e o Egito (mais perto que Armênia, né…), as terras lusitanas começaram a se aperfeiçoar desde muito cedo nessa arte.

Estima-se que os primeiros vinhos portugueses, produzidos com uvas plantadas ao longo dos vales do Sado e do Tejo, os rios importantes que cruzam a península ibérica e desembocam no mar português, datem de pelo menos 2.000 a.C. E “já” no século XII d.C. Portugal já exportava barris da bebida para a Inglaterra.  Resumindo,

Lusitanos tem sim uma certa tradição da longa data para produzir vinhos.

Lembrando disso então em 1500 as caravelas vindas ao Brasil do Velho Continente tenham trazido, segundo reza a lenda, mais de 65 mil litros de vinho! A bebida servia para cozinhar e higienizar os alimentos, hidratar (e dar ânimo, claro!) os marinheiros, e também para a eucaristia a bordo: não nos esqueçamos da ligação íntima da Coroa com a Igreja Católica naquele tempo.

 

* Stefan Massinger nasceu na Áustria, sul de Viena, numa região de vinhos. Vive em Caraguatatuba, sendo embaixador do grupo Wine, o maior e-commerce de vinhos da América Latina, através da sua empresa Marevino. Também administra um curso on-line, tem um podcast e faz lives educativas. Atua também como consultor independente de negócios.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *