* Marcio Luis
Fala pessoal, como estão? Espero que todos bem.
Vou começar aqui uma sequência de postagens falando sobre as tecnologias envolvidas na eleição, tendo em vista que estamos a poucos dias de um ponto importante na vida de todos nós brasileiros. Vamos lá!
Quando chega o dia da eleição, milhões de brasileiros fazem algo que parece muito simples: chegam à seção eleitoral, confirmam sua identidade, digitam alguns números e apertam o botão CONFIRMA.
Em poucos segundos, o voto está registrado.
Mas você já parou para pensar no que acontece por trás daquela tela?
Em 2026, a urna eletrônica brasileira completa 30 anos. Desde 1996, quando começou a ser utilizada, ela passou por diversas evoluções tecnológicas e se tornou uma das principais ferramentas do processo eleitoral brasileiro.
E existe uma característica importante que muita gente desconhece: a urna eletrônica não é simplesmente um computador comum.
Um computador com uma única missão
Quando pensamos em um computador, imaginamos um equipamento capaz de acessar a internet, instalar programas, abrir sites, utilizar redes sociais e executar diferentes tarefas.
A urna eletrônica é diferente.
Ela foi desenvolvida especificamente para a votação e utiliza sistemas próprios, preparados para executar as funções necessárias ao processo eleitoral.
Ela não foi projetada para navegar na internet, acessar redes sociais ou instalar aplicativos.
Isso é importante para a segurança.
Imagine um equipamento que precisa realizar apenas uma tarefa. É possível controlar melhor o que ele pode fazer, quais programas pode executar e quais informações pode acessar.
É justamente esse princípio que está por trás de muitos sistemas tecnológicos utilizados em situações críticas.
Segurança em várias camadas
Quando falamos em segurança digital, muitas pessoas imaginam que existe uma única tecnologia responsável por proteger um sistema.
Na realidade, segurança funciona por camadas.
No processo eleitoral existem diferentes mecanismos de proteção, testes, controles, procedimentos e auditorias.
Podemos fazer uma comparação simples com uma casa.
Uma casa pode ter uma porta, uma fechadura, um alarme e câmeras de segurança. Se uma proteção falhar, outras continuam funcionando.
Na tecnologia, a lógica é semelhante.
A segurança do sistema eleitoral não depende apenas da urna, mas de um conjunto de mecanismos que envolvem equipamentos, programas, procedimentos e pessoas.
Quem verifica os programas?
A urna funciona utilizando softwares, ou seja, programas de computador.
E existe algo chamado código-fonte, que podemos comparar a uma receita.
A receita explica como preparar um bolo. O código-fonte contém as instruções utilizadas para construir e executar um programa.
Uma das características do processo eleitoral brasileiro é permitir que entidades fiscalizadoras tenham acesso aos códigos-fonte dos sistemas eleitorais dentro do chamado
Até mais!
P.S. – Esta coluna continua!!!
*Marcio Luis – Engenheiro de Computação com MBA em Gestão de Energias e Data Science e pós-graduado em Segurança da Informação, com mais de 20 anos de experiência atuando nas áreas de Governança em TIC, Gestão e Implantação de Infraestrutura de Dados, Voz e Segurança. Como Web designer também possuo experiência de mais de 17 anos, com projetos diversos desenvolvidos para pequenas e grandes empresas. Responsável técnico do Site Contra e Verso e outros por aí. Pai de 3 e marido, que ama o que faz e que tem na tecnologia uma enorme paixão.