Uma das questões mais delicadas no dia-a-dia da Administração Pública está relacionado aos Sem Teto, que também são chamados de Mendigos, Morador de Rua e que no passado eram presos por Vadiagem. A Câmara Municipal de Caraguatatuba, dentro de suas atribuições sociais, que estão além das tarefas básicas, busca soluções para reduzir cada vez mais este problema Social Urbano. Mais do que um trauma da cidade, boa parte destes necessitados não se mostra interessado em resolver e se ajudar.

No mundo de hoje, onde a base é o Capital, a Sociedade se divide em classes, que vão das mais abastadas aos mais carentes. Abaixo deles estão os Sem Teto ou como alguns chamam, de Mendigos ou Moradores de Rua, que são aqueles que mesmo tendo família, preferem andar pelas ruas, pedindo comida nas residências ou restaurantes, bem como pedindo dinheiro para bebida alcoólica, dormindo ao relento, se banhando em fontes e sempre acompanhado de um cachorro.

As razões que levaram estas pessoas a viver nas ruas são várias e inúmeras, as vezes simplórias, outras vezes mais profundas e delicadas, envolvendo laços familiares e sua dissolução, quando estas pessoas preferem largar tudo e viver sem qualquer laço com amigos e parentes. Não se pode esquecer das questões financeiras, onde muitos perdem o emprego e patrimônio e consequentemente o vínculo familiar.

A Administração Pública criou um setor especialmente dedicado a cuidar destas pessoas. As Casas de Apoio e lares que dão suporte a estas pessoas são dotados de médicos, hospedagem, banho, barbeiro, psicólogo, roupas, alimentação e toda estrutura necessária seja para tentar recolocar o Morador de Rua com a sua família ou o fornecimento da passagem para o retorno a sua cidade natal.

Como forma de melhor atender a estes cidadãos, no início deste mês a Câmara Municipal de Caraguatatuba realizou uma reunião com diversos membros da Sociedade Civil Organizada, onde estavam incluídos a Polícia Militar e Técnicos da Assistência Social e Saúde e os Vereadores Tato Aguilar, Jair Silva, Marcos Kinkas, Vera Moraes, Gil Oliveira e Islando Bigode.

Cuidados a parte o maior problema dos Moradores de Rua é que uma grande porcentagem deles não tem interesse em cuidados, apoio e suporte. Em 2015 o Blog Contra & Verso entrevistou alguns destes cidadãos na Praça da Bíblia e ouviu deles que a vida ao relento, pedindo esmola e se alcoolizando diariamente era o que mais desejavam. A maioria vivia nas ruas devido a problemas familiares e não desejavam contato com seus entes queridos.

Como se vê, justificadas e aplaudidas as ações do Legislativo, o maior entrave é o de convencer um Mendigo ou Morador de Rua a se reincorporar a sociedade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *