O município de Caraguatatuba enfrenta a maior crise de sua história na área da Saúde Pública, comparável apenas ao surto de Malária no Século 19 e a Catástrofe de 1967. A Pandemia do Covid-19 – Corona Vírus – declarada pelo Governo Federal e referendada pelo Decreto Municipal 1.234/20 colocaram a cidade em Confinamento Social com imagens e sensação de um lugarejo fantasma e abandonado. Adicione a isso a falta de apoio Governamental, gestões políticas e muita falta de bom senso.

O Corona Vírus chegou ao Brasil e mexeu com a população, a Saúde Pública e a Economia. Em Caraguatatuba o Prefeito Municipal assinou o Decreto 1.234/20 que determinou o fechamento da maior parte do Comércio e dos Prestadores de Serviço na cidade. Segundo o Boletim da Secretaria Municipal de Saúde, datado de ontem – 23 de março, existem 22 casos notificados, três negativos e 19 em investigação, sendo que destes, três estão internados na Casa de Saúde Stella Maris.

O Corona Vírus é oriundo da China e seus principais sintomas são Tosse, Febre e dificuldade em Respirar. Uma das medidas tomadas é a Quarentena por 14 dias. O Corona Vírus pode levar a morte e tem nos idosos o principal grupo de risco.

O Decreto 1.234/20 determinou o fechamento do comércio. Existe também a orientação para evitar aglomerações, não frequentar as praias, realizar o Confinamento Social, manter distância de pelo menos dois metros das pessoas e enfatizar a lavagem de mãos e o uso de Álcool Gel e Máscara de Proteção se for do Grupo de Risco. Para quem está acostumado com o movimento diário na cidade a imagem é assustadora, com calçadas vazias e ruas e avenidas quase desertas.

Mesmo com a Pandemia em forte crescimento, moradores de outras cidades desceram a serra como forma de fuga dos grandes centros, o que causou a indignação dos moradores locais, bem como o temor do Covid-19 se alastrar entre os habitantes locais. A pedidos a Prefeitura e o Ministério Público deram entrada com um pedido de fechamento da Rodovia dos Tamoios, o que foi conseguida através de Liminar concedida pelo Juiz Ayrton Vidolin, da 1ª Vara do Fórum, mas que foi derrubada horas depois pela Procuradoria Geral do Estado. Devido a isso foi realizada uma manifestação pacífica com cerca de 20 pessoas no Posto da Polícia Rodoviária da SP-99 no domingo, dia 22.

Mas o problema transcendeu os limites da Saúde Pública. Com base no Decreto Municipal houve desacordo entre as medidas tomadas e a opinião do ex-Secretário Municipal de Turismo, Rodrigo Tavano, que pediu exoneração na última sexta-feira. Segundo informações Tavano não teria concordado com o fechamento de Hotéis, Quiosques, Bares e Restaurantes e teria entrado em choque com o Prefeito, o que teria resultado no seu pedido de demissão. Ao Contra & Verso Tavano desmentiu que houve desacordo, mas sim divergência de opiniões e convicções em algumas questões, frisando que o assunto estava encerrado e que mantêm o respeito e a amizade do Prefeito e sua equipe.

O médico João Pedro, da UBS do bairro do Tinga, administrada pela Organização Social João Marchesi, foi as Redes Sociais reclamar da falta de médicos, de preparo e estrutura para conter a Pandemia e como resultado teria sido demitido. Sobre o caso a Secretaria de Comunicação da Prefeitura disse que não interfere na política de demissão ou admissão da João Marchesi, mas cobra da terceirizada a quantidade de médicos nas UBSs da cidade e atualmente a do bairro do Tinga conta com quatro profissionais que atendem a população.

Uma das alternativas para se evitar um colapso na Saúde Pública local seria o início das atividades do Hospital Regional e para isso, pedidos foram feitos tanto pela população como pelos quatro Prefeitos do Litoral Norte. Estimava-se que entraria em operação hoje, de forma emergencial mas o pedido foi negado pelo Governador Dória, através do Secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi, mesmo com a solicitação do Deputado Federal Eduardo Cury, do PSDB, intermediando apelo do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva. O início das atividades deve ocorrer o quanto antes, mas sem definir uma data.

Num momento onde a cidade vive o ato solidário e a união em torno da vida de seus moradores, momentos de insensatez foram registrados. Os Turistas que foram vistos descendo a serra ocuparam as praias, comércios abriram suas portas e algumas pessoas nas Redes Sociais chegaram a incitar a população para desrespeitar o Decreto Municipal. A empresa Queiróz Galvão, responsável pelas obras da Nova Tamoios estão mantendo seus funcionários trabalhando, resultando na visita do Prefeito e do Promotor Renato Lima e por falta de acordo, resultará em ação judicial obrigando a paralisação. A Queiróz Galvão informou que caso haja a paralisação, pelo menos 1.500 pessoas serão demitidas.

Entre os comerciantes, o fechamento por 15 dias poderá resultar em demissões e prejuízo. Para alguns empresários o fechamento poderia ter sido decretado no início de abril e não em meados de março. Outro problema diz respeito a Merenda Escolar, que não será fornecida as crianças mesmo com as escolas fechadas. Nos comércios essenciais, liberados pelo Decreto e vinculados à Saúde, há falta de Álcool Gel, Máscaras e Luvas.

O Blog Contra & Verso entende a situação e a gravidade do problema, bem como de que a responsabilidade principal sobre o fato cabe ao Prefeito, autoridade máxima em Caraguatatuba. Sabedores que somos que no mando de uma cidade, caberá ao seu gestor medidas graves, incisivas, emergenciais, diretas e para alguns até impopulares para cuidar e proteger os seus moradores é que apoiamos a decisão tomada, com base na proteção de seus moradores e em respeito à vida de cada um deles.

Solicitamos que cada morador mantenha-se em casa, faça a higiene necessária, cuide de seus idosos, mantenha a distância entre as pessoas e só vá a rua em caso de extrema necessidade. Vamos juntos enfrentar e vencer mais este problema!!!.

No mesmo momento em que publicávamos este texto, veio a informação que o Governador João Dória Jr. mudou de ideia e aprovou o início das atividades do Hospital Regional para o dia 15 de Abril, com o aumento de 10 leitos de UTI – Unidade de Terapia Intensiva – além dos 10 leitos já existentes.

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