A Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Caraguatatuba deverão oficializar dentro em breve, uma parceria que irá efetivar na cidade a criação de uma Companhia de Força Tática, equipe de Elite que irá combater o crime nas áreas mais perigosas do município. O Blog Contra & Verso fala com profundidade sobre o assunto, ouvindo o Comandante do 20º Batalhão, o Tenente-Coronel André Paes.

Geralmente as cidades em franco desenvolvimento, como Caraguatatuba, tem sequelas devido a velocidade com que crescem. As sequelas são o déficit de moradia, de esgoto tratado, água encanada, energia elétrica e Segurança Pública, sendo por isso a razão e o objetivo da criação de uma unidade de Força Tática na cidade, que acabará abrangendo o Litoral Norte.

Segundo o Comandante Militar a Força Tática nasceu nos anos 70 com técnicas voltadas para o combate ao Comunismo e Ações Terroristas durante a Ditadura Militar, com aprendizado em Guerrilha Urbana. A base da Força Tática se baseia no triângulo “Homem – Equipamento – Treinamento”, para se obter o melhor em resultados da equipe, com componentes mais preparados para ações policiais mais difíceis e delicadas.

Segundo o Coronel Paes as equipes de Elite da Polícia Militar de São Paulo nasceram com a Rota – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – instalada no 1º Batalhão de Choque na capital do estado, que se espalhou por todo o Estado de São Paulo através de unidades de Elite como o Gate – Grupo Armado de Táticas Especiais, Coe – Comando de Operações Especiais, Baep – Batalhão de Ações Especiais Policiais e a Força Tática.

Muitos devem se perguntar porque não é criada uma unidade do Baep ao invés da Força Tática. A questão é simples; O Baep é vinculado ao CPI/1 – Comando de Policiamento do Interior 1, sediado em São José dos Campos, enquanto que a Companhia de Força Tática terá como responsável o Tenente-Coronel André Paes e por conseguinte, o 20º Batalhão de Polícia Militar do Interior. Atualmente o Batalhão tem equipes de Força Tática, que são pequenos grupamentos de policiais escolhidos a dedo, enquanto que a parceria entre a Prefeitura e a Polícia Militar será a da criação de uma Companhia, o que traz mais peso, valor e responsabilidade a função.

A futura Companhia terá escolha pessoal mediante a ficha de trabalho dos policiais, que terão o aprendizado de técnicas, táticas e armamentos diferenciados, como Armas Químicas, Pistolas .40 e Fuzis FAL – Fuzil Automático Leve de licença Belga, calibre 7.62 e o Fuzil nacional IA2, da Imbel, calibre 5.56. Segundo Paes a diferença é que a Força Tática tem iniciativa própria e será composta por 61 policiais, incluindo Policiais Femininas – Pfem – em viaturas com três policiais em escala padrão de 12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso.

As viaturas da nossa futura Força Tática serão as mesmas usadas no policiamento ostensivo que os moradores veem nas ruas diariamente e não as de cor cinza do Baep ou da Rota. Os policiais usarão boina e braçal de cor preta com a inscrição Força Tática. Um membro da futura e mais nova unidade de elite policial terá conhecimento em policiamento de choque e Gerenciamento de Crise, quando houver um caso com refém. Há também treinamento e conhecimento específico em Sniper – Atirador de Elite – e ao contrário do policiamento ostensivo, policial na graduação de soldado poderá portar Fuzil Automático.

O Tenente-Coronel Paes conta que a Força Tática terá apoio de terceiros para sua fundamentação e manutenção, como Educação Física, Armamento e até uma palestra com membros do BOPE – Batalhão de Operações Especiais – da polícia do Rio de Janeiro. A sede da Força Tática será nos fundos do 20º Batalhão, em área que será trocada por outra no bairro do Getuba, em negociações que vem tramitando com sucesso entre o DER – Departamento Estadual de Estradas e Rodagens – e a Prefeitura de Caraguatatuba. O restante da área tem cerca de mil metros² e abrigará vestiário, estacionamento, academia, refeitório, sala de instrução, paiol e setor administrativo.

O Comandante Paes frisa que todo este trabalho em prol da redução da criminalidade na cidade e região não teria êxito se não fosse a parceria da Prefeitura de Caraguatatuba e o empenho do Prefeito Aguilar Júnior na sua efetivação e instalação, que só não tem a velocidade que se espera devido a Pandemia e a cessão do local, deixando indefinida uma data para o seu início.

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