Estranhas, essas manhãs!

Que se embrenham nas entranhas

Que vêm, com sussurros e manhas.

E nos acordam prá vida.

Estranhas, essas manhãs

Que chegam assim, sem alarde,]

Que correm na frente da gente.

E se tornam fim-de-tarde.

Estranhas, essas manhãs.

Que chegam, emudecidas

E marcam em nossas vidas,

Mais que palavras vãs.

Estranhas essas manhãs

Quando estamos tão vazios

Tal qual leito seco, dos rios,

Macieiras sem maçãs.

Estranhas, essas manhãs,

Que nos transportam no tempo,

Lembranças de um bom momento,

Saudades, assomos, afãs.

Mas, felizes, também, tais manhãs,

Quando chegam tão contentes

Espalham, como sementes,

No fundo do peito da gente,

Luz, esperança,

Amanhãs!

Tais manhãs

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