Faltando menos de um ano para o esperado quatro de outubro do ano que vem, quando acontecem as Eleições Municipais o quadro é de preparação silenciosa, organização sistemática e articulações oficiosas. O próximo pleito tem até o momento 10 pré-candidatos que perseguem três linhas de pensamento: Os que contam com o seu potencial, que desejam o fim da Política do Café com Leite Regional e que acreditam na não candidatura do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva.

Caraguatatuba se prepara nos bastidores, de forma silenciosa por força da Lei Eleitoral e por tradição política de nunca fazer nada com antecedência, para as Eleições Municipais de 2020, que acontecem no dia quatro de Outubro e elegerá o Prefeito e 15 Vereadores para o quadriênio 2021/2024. O quadro atualmente é de 10 pré-candidatos, que se revelarão oficialmente apenas no ano que vem.

Surgem nos bastidores políticos e nos comentários da Rádio Peão, bem nas conjecturas dos analistas políticos de plantão 10 nomes; O atual Prefeito Aguilar Jr. que tentará a reeleição, o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva que deseja voltar a governar a cidade, o ex-Vereador Álvaro Alencar Trindade, o médico José Ernesto, o empreiteiro Léo Lima, o empresário Sthênio Pierrotti, a Bacharel em Direito Manuela Frota, o também médico Hugo Capelli, o comerciante Paulo Afonso e o engenheiro Gílson Mendes.

As eleições deste ano diferem das anteriores por serem a primeira pós vitória do Presidente Bolsonaro e que marcam o início da chamada “Nova Política”. Do geral para o particular e põem particular nisso, a eleição 2020 em Caraguatatuba será marcada por três linhas de pensamento. Primeiro dos candidatos que acreditam ter potencial para vencer o pleito; Segundo por aqueles que defendem o fim da “Política do Café com Leite Caiçara”, uma alusão a década de 20 do século passado, quando alternavam-se no poder um Presidente Paulista e um Presidente Mineiro. No caso a alternância criticada é entre as famílias Aguilar e Silva na Prefeitura e por último, por acreditarem que o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva não será candidato, o que abre uma avenida de possibilidades, além de nivelar a disputa.

Atualmente a pré-campanha mostra o favoritismo do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva, mas isso não decreta o fim do jogo, pois se o trabalho não for bem feito corre-se risco de uma nova derrota, até pelos 37 votos da última eleição. Caso Antonio Carlos não possa ser candidato a disputa fica nivelada com uma ligeira vantagem para o atual Prefeito, por estar com a máquina administrativa nas mãos e nunca pela tenebrosa, nebulosa e desastrosa gestão que vem fazendo.

Analisando um por um dos pré-candidatos cada um corre o trecho carregando as linhas de ação já citadas. Começando pelo atual Prefeito podemos dizer que terá muito trabalho para mostrar a que veio, o que não ocorreu até agora, e convencer os eleitores que podem confiar nele para mais quatro anos. O ex-Prefeito Antonio Carlos deverá mostrar o seu currículo dos últimos 16 anos que esteve a frente do poder, comparando seus números com as gestões da família Aguilar e com a inglória luta de duelar dentro de suas fileiras com seus filiados que desejam a todo custo o retorno ao poder.

Álvaro Alencar Trindade, apontado pelos críticos como candidato numa disputa com o ex-Vereador Dadinho, agora no Solidariedade está dividido da seguinte forma: 40% na possibilidade do ex-Prefeito não ser candidato, 40% no seu potencial e 20% restantes pelo fim da Política do Café com Leite Caiçara. O médico José Ernesto está 40% pensando num Antonio Carlos fora do páreo e 50% no seu potencial e 10% pelo fim do revezamento das famílias.

O empreiteiro Léo Lima e a Bacharel Manuela Frota correm por fora como azarões, pois padecem de estrutura e comprometimento do eleitorado para com as suas ideias. Para eles o ex-Prefeito candidato ou não pouco interessa, com o nível de interesse em seus potenciais não ultrapassa os 30%, com a vontade finalizar o troca-troca de famílias chegando a casa dos 70%.

Outro que não se importa com Antonio Carlos candidato ou não é Sthênio Pierrotti, o “Forrest Gump” da política local, que aposta 80% em seu potencial e meros 20% na Política do Café com Leite Caiçara. Baseado em Organização, Planejamento, Respeito ao Dinheiro Público e nas concepções da Nova Política, resta saber se todo este trabalho terá o retorno que se espera do eleitorado, que além de ingrato, ainda carrega a mentalidade e os resquícios da Velha Política.

Pouco comentado mas entusiasmado em disputar está o médico Hugo Capelli, que se mostra aberto a negociações políticas e aparenta ser o único a não carregar nenhuma das linhas de ação, tendo um único objetivo pela frente; derrotar nas urnas a família Aguilar. Por outro lado está Paulo Afonso, que segundo os bastidores, deverá ser o candidato do PT no próximo pleito e terá como missão Hercúlea tentar vencer pelo nome que tem e não pelo partido que carrega, preterido pela maioria do eleitorado atualmente.

Gílson Mendes tentará mais uma vez conquistar a Prefeitura, que em 2016 se esvaiu de seus dedos por míseros 37 votos. O engenheiro acredita 80% em seu potencial, 10% na não candidatura do ex-padrinho político e outros 10% no fim do rodízio das famílias. Resta saber se ele conseguiu cativar o eleitorado a ponto de estarem ansiosos por uma caça aos votos que lhe garanta a vitória. Por último está o novato Eduardo Stanellis, Coronel da Polícia Militar e alçado a pré-candidatura com base na imagem do atual Presidente. O grande problema é que Stanellis não é Bolsonaro e se seguir o mesmo caminho será certeza de sucesso. A grande dúvida é saber se o estilo Bolsonaro vai colar uma segunda vez e em Caraguatatuba.

O cenário de guerra é este. Até a Convenção dos partidos em junho e a eleição em outubro muito irá se alterar, podendo haver desistências, parcerias e até novos candidatos poderão surgir. Este texto serve como introdução e um comparativo as Eleições Municipais de 2020. Guarde e comprove o que irá mudar ou acontecer.

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