A divulgação de um Relatório da Vigilância Patrimonial da Prefeitura de Caraguatatuba torna-se mais um caso político da atual gestão, além do fato de manter acesa a chama do modus operandi de como são tratados os Servidores Públicos Municipais.
O Setor
A Vigilância Patrimonial é o setor da Prefeitura de Caraguatatuba que cuida da guarda e proteção dos prédios e equipamentos públicos da cidade. No dito popular a Vigilância Patrimonial são os Guardas Noturnos do passado.
O Relatório
A Imprensa e a Sociedade Civil Organizada foram tomadas de surpresa com a divulgação deste documento, que na maioria das vezes é interno, ou seja, fica tramitando e transitando nos canais internos da Administração Pública.
A Divulgação
No início do documento constam os destinatários do seu teor, como o Prefeito Matheus, o Presidente da Câmara, o Vereador Danster Fernandes, Ministério Público, a Presidente do Sindicato dos Servidores, a Rádio Caraguá FM e dois Influencer.
A Hierarquia
Com base na hierarquia funcional e administrativa o correto seria enviar apenas para o Prefeito Matheus Veneziani e no caso de não surtir o efeito desejado, a Presidência da Câmara e o Sindicato dos Servidores e depois disso o Ministério Público, a Imprensa e os Influenciadores.
A Repercussão
O simples fato da sua divulgação e distribuição contrariando as regras da Hierarquia na Administração Pública dá a entender que o objetivo era político e de alardear o fato nele descrito.
Em Suma
Resumindo o correto seria o endereçamento do relatório obedecendo as esferas maiores, para depois, no caso de não ter uma resposta ou solução, aí sim, distribuir para outros setores da Sociedade Civil e a Imprensa.
A Semelhança
Não é a primeira vez que isto acontece. Relatório similar elaborado na Secretaria de Urbanismo procedeu da mesma maneira sem que qualquer solução tenha sido tomada até o momento.
O Teor
No Relatório consta o procedimento do responsável pelo setor e como trata os Vigilantes Patrimoniais, sejam eles efetivos, sejam eles comissionados, com tratamentos diferentes para cada um.
O Conteúdo 1
O relatório mostra que o setor tem falta de pessoal, na casa dos 40%, ou seja, das 150 vagas previstas, apenas 86 são ativos, faltando 64 Servidores para a proteção de 120 prédios públicos.
O Conteúdo 2
O Relatório cita também que o setor tornou-se um depósito de doentes da Administração Pública, oriundos de outros setores da Prefeitura, onde mesmo com a maioria de concursados, cerca de 20, apenas 4 possuem curso técnico na área de segurança.
O Conteúdo 3
O novo responsável pelo setor é apontado como o causador da maioria dos problemas, por sua postura tirânica e prejudicial aos Servidores do setor. De acordo com o relatório o responsável ingressou como Varredor de Rua, passando posteriormente no concurso para vigia.
O Conteúdo 4
Devido a falta de pessoal, as escolas no Massaguaçu e no Perequê-Mirim foram invadidas, fato esse que pode aumentar se a situação persistir.
O Conteúdo 5
Vigias mais antigos recebem em torno de r$ 5.000,00 e os novos concursados na casa dos r$ 2.037,00 sendo que os mais antigos são proibidos de fazer hora extra.
O Conteúdo 6
Ameaças e proteção aos amigos do responsável são práticas comuns dentro da Vigilância Patrimonial, como é abordado no relatório.
O Conteúdo 7
Falta de estrutura, proteção indevida e exagerada, vigias ameaçados e o atual chefe apregoando que é amigo pessoal do ex-Prefeito Antonio Carlos fazem parte do relatório.
Até o fechamento desta coluna não havia uma resposta ou atitude tomada pela Prefeitura sobre o caso.