Há cerca de dois anos o Blog Contra & Verso apontou que a gestão da ACE – Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba, através de seu Presidente, que assumia na época marcava o início do fim para a entidade. Uma Presidência que sequer foi notada e pouco percebida pela população chega ao seu final, para o alívio de muitos.

Há 24 meses abordávamos que a ACE passou por várias fases; Os Idealistas que fundaram a entidade, os Empretecos que introduziram técnicas modernas e a tecnologia da Administração e o Início do Fim, que consolidou a reversão de todos os avanços, através de um Presidente despreparado e incapacitado para a função.

Mais do que a incapacidade do Presidente que encerrou sua jornada em 9 de janeiro de 2020 está a condição de subserviência, de total obediência e não de parceria, junto ao Executivo Municipal, mostrando que o atual Presidente estava mais para proteger a atual gestão dos seus erros junto ao empresariado do que propriamente lutar pelo desenvolvimento da categoria.

Sua introdução no posto mais alto da entidade representativa veio através de gestão política entre o grupo político dominante atual e a Maçonaria, que precisava manter o seu status junto aos principais institutos da Sociedade Civil Organizada. Ao mesmo tempo, por ser um grupo fechado, onde seus integrantes trocam de função a cada nova gestão, cabia a ele, infelizmente o ex-Presidente, a vez de assumir a Presidência, mesmo que suas passagens anteriores mal foram notadas ou eram percebidas.

Seu entendimento sobre o Turismo e suas ideias para o seu crescimento mostraram de forma visível que sua capacidade passava longe do problema e de uma solução. Ainda na questão política é bom frisar que o ex-Presidente tem um filho no atual mandato, ocupando cargo de Secretário, o que mostra a intenção de blindar ambas as gestões quanto aos problemas e uma forma de resolvê-los. Nesta questão o que se mostrou mais visível foi a sua participação em eventos políticos e a filiação a um partido que faz parte do bloco de apoio ao atual Prefeito.

Nestes dois anos o que se mostrou é que os comerciantes não tiveram problemas e muito menos razão para solucioná-los. Pouco se viu, por parte do Executivo ações fiscalizatórias contra ambulantes ilegais ou comércios irregulares, contrastando com a visão de Mercado Persa de barraquinhas e carrinhos espalhados principalmente pela praça central, vendendo todo tipo de frutas, verduras e legumes. Ações sociais como a Revista Interface mostraram-se ineficazes na relação investimento/lucro e só foram mantidas por pura vaidade Presidencial.

Outro ponto que sacramenta esta que se foi como uma das piores gestões da entidade está na divulgação dos principais índices. Solicitamos demanda para a diretoria, questionando o número de associados, propostas realizadas e fluxo de caixa e só obtivemos respostas vazias e genéricas, o que comprova um velho jargão jornalístico; “Quando se escondem respostas é porque algum problema existe!!!”.

Como não há mal que sempre dure, este período obscuro e tempestuoso teve o seu encerramento. Agora é torcer que a gestão seguinte se sobressaia, retornando com o desenvolvimento da categoria e colocando a gestão anterior no arquivo que não precisa ser lembrado.

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