O Comando do 20º Batalhão de Polícia Militar do Interior, sediado em Caraguatatuba divulgou os números da Operação Verão 2018/2019 – Reforço Policial no Litoral Norte. Houve redução na criminalidade em comparação ao Verão passado. Na ocasião o Tenente Coronel Eduardo César Ferreira falou sobre a luta contra o crime na região.

Para o Comandante do Batalhão o Reforço Policial foi positivo, visto que houve redução dos Furtos em 5%, Roubos em 12%, Furto a Veículos em 42% e Roubo de Carros em 75% comparando-se ao Verão passado no mesmo período, que vai da segunda quinzena de Dezembro até o fim de Janeiro. Este ano vieram para a região cerca de 700 policiais e mais de 68 Viaturas, mostrando que quanto mais policiais nas ruas, menos crimes ocorrem.

Caraguatatuba foi a cidade onde a redução da criminalidade foi mais visível, mas o Comandante Eduardo César adverte que todas as cidades e respectivas Companhias cumpriram a missão de combater a Criminalidade.

Este ano vieram soldados de segunda classe, que são aqueles graduados nas Escolas de Formação da Polícia Militar e que adquirem experiência no dia-a-dia. Para o Comandante estes requisitos ajudam no combate ao crime. “Primeiro que a visão do policial fardado impacta, amedronta o bandido. Segundo que o policial de segunda classe vem com sede de resultados, de aprendizado, de usar na prática o que aprendeu na Escola de Formação e isso é muito bom para nós”, disse.

Como podemos reduzir a criminalidade com um pequeno contingente??? Para o Tenente Coronel Eduardo César Ferreira basta usar o Policiamento Inteligente, com análise das ocorrências, dos locais onde ocorreram os crimes e dos principais marginais, adicionando o emprego correto do contingente nas ruas mais a Atividade Delegada.

Perguntado se havia alguma estimativa de aumento no número de Policiais Militares, o Comandante do 20º afirmou estar aguardando a formatura das Escolas de Formação para receber novos policiais, que serão distribuídos pelos 51 Batalhões da Polícia Militar em todo o Estado de São Paulo. O Tenente-Coronel Eduardo César garante que há policiais de outros Batalhões pedindo transferência, assim como aguarda novos policiais, nascidos e moradores na região que estão para se formar. Ao mesmo tempo adverte que as transferência chegam ao número de 100 e dependem da abertura de vaga no Comando Geral. Quanto ao número de locais o Comandante não tinha a quantidade.

Aproveitando a deixa sobre Criminalidade e aumento no contingente do 20º, perguntamos porque Ilhabela até hoje é um Pelotão e não uma Companhia da Polícia Militar, assim como acontece em Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião. Segundo o Comandante Eduardo César Ilhabela não tem o indicador criminal que necessite a criação de uma Companhia, mesmo sendo uma cidade com aproximadamente 35 mil habitantes. “O Contingente lá instalado supre as necessidades de combate ao crime e policiamento ostensivo”, disse. Para o Tenente-Coronel atualmente a Polícia Militar se preocupa em colocar policiais nas ruas para patrulhamento e menos com prédios e pessoal administrativo.

Os Homicídios e o Tráfico de Drogas são os crimes em que os índices ainda assustam e causam temor na população e ambos estão relacionados segundo Eduardo César. “A maioria das mortes está relacionada com o Tráfico de Drogas e temos trabalhado forte no combate as Drogas”, frisou, assinalando que outro crime grave – O Estupro – tem a sua maioria de ocorrências no âmbito familiar. Quanto as Drogas a Polícia tem feito apreensões periodicamente e neste caso a informação é primordial. “O grande problema neste caso é quando a família participa do Tráfico, pois uma biqueira fechada na segunda reabre na terça por causa de um irmão, esposa, namorada, primo. Às vezes é como enxugar gelo”, relata o Tenente-Coronel.

Ainda sobre as Drogas o Comandante relata que os caminhos variam de São José, no Vale do Paraíba, pelo Mar e do Litoral Sul e Rio de Janeiro. Nestes casos a informação é primordial para o bom desempenho policial.

Finalizando o Comandante Eduardo César respondeu aos nossos questionamentos sobre o famoso “Rolezinho”, retratando que trata-se de um problema social, uma situação delicada, onde a principal ação é proibir a prática dos crimes, que vai do Tráfico de Drogas ao Atentado ao Pudor, Ingestão de Bebidas por menores e Perturbação da Ordem, onde as ações itinerantes, semanalmente escolhem um local diferente, são a prática mais comum entre estes jovens. “Num caso como este eu tenho duas opções: Negociação ou Ação Química. Por ser uma cidade pequena e para evitar problemas posteriores, eu prefiro a negociação, mas sempre com a prioridade do cumprimento da lei”, desabafa o Comandante, que tem 31 anos de Polícia Militar para debater sobre esta questão.

No fechamento deste texto nos chega a informação dos bons índices relativos a Operação Carnaval, quando uma Força Tarefa deu apoio aos policiais do 20º BPM/I, bem como a troca do comando do CPI-1 – Comando de Policiamento do Interior – 1 – quando o Coronel Lourival Souza Filho deu lugar ao Coronel Eduardo Stanellis de Aquino, filho do finado Coronel Aquino, que também comandou o CPI-1.

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