A Oposição mostra cansaço político em Caraguatatuba. Esta informação veio através de fontes ligadas ao grupo contrário aos atuais gestores. O principal foco do cansaço está na Câmara, onde Celso Pereira mostra que não será mais o Cavaleiro Solitário de Armadura Branca a combater o Prefeito Aguilar Júnior e seus asseclas. Oposição que não tem plano de ação e não dá suporte aos seus soldados tende a perecer antes da batalha começar.

A velha máxima sobre a conquista do voto na Política diz que é necessário muito suor, fôlego, paciência e sola de sapato, itens que não se vê no trabalho dos oposicionistas locais. Ao mesmo tempo a Política é o jogo de ideias e grupos, onde o dominador reinante utiliza de seus membros e suas ideias para ditar o rumo do progresso e desenvolvimento do perímetro que governa, seja ele uma cidade, um estado ou o país na sua totalidade.

Pessoas próximas ao Vereador Celso Pereira, que tem suas bases eleitorais na zona norte da cidade, mais especificamente o bairro do Massaguaçu, relatam que o Parlamentar está cansado, tanto pela idade, pela saúde, bem como pelas críticas que vem proferindo a cada Sessão Ordinária. A maior reclamação de Celsinho, segundo seus interlocutores é que lutar e bater sem apoio ou suporte é como soltar palavras ao vento, que não ecoam ou retornam.

Antes de continuar a falar sobre Oposição cansada é bom explicar quem é Oposição na Política em Caraguatatuba. Dominado pelo MDB e PSD, respectivamente na Prefeitura e na Câmara, restou aos partidos derrotados nas Eleições Municipais de 2020 o papel de opositores. Destes apenas os Tucanos do PSDB é que restaram, como eleitos, a obrigação de assumir o papel de combatentes do atual jeito de governar na cidade. Refiro-me apenas aos Tucanos, pois Stanellis pelo PRTB vem fazendo um trabalho primário, porém de bom nível, ao mostrar alguns erros da Administração Municipal.

Voltando ao Legislativo, teríamos a princípio quatro Vereadores intitulados como Oposição; Fernando Cuiú, Antonio Carlos Júnior, Celso Pereira e Aurimar Mansano, sendo três do PSDB e um pelo PTB. Este número se reduz e enfraquece quando analisamos o quadro de forma mais profunda. Fernando Cuiú se apresenta como um Vereador voltado para o desenvolvimento da cidade, observando que a atual gestão vem fazendo um bom trabalho neste sentido. Aurimar Mansano tem se mostrado um pouco mais crítico do que em gestões anteriores mais devido ao número de componentes da Oposição, suas críticas não influenciam em nada a aprovação de Projetos ou Requerimentos.

 

O Vereador Antonio Carlos Júnior caminha ao inverso de um autêntico opositor, esperando que cheguem a ele os problemas e pesquisando diuturnamente o Portal da Transparência da Prefeitura. Infelizmente escolheu o caminho de brigar já sabendo que será derrotado, trazendo para o eleitorado a imagem de Mártir, cativando o eleitorado contrário como aquele que luta sozinho contra os Vereadores restantes.

Celso Pereira se apresenta como um opositor feroz, nervoso, incansável, usando a Tribuna da Câmara, mesmo numa Sessão Ordinária On Line, para apontar erros, falhas e procedimentos que ele entende serem errados, arriscando sua saúde e saindo da sua zona de conforto para evidenciar suas ideias e propostas. Mas ao que parece todo este fôlego está chegando ao fim. Seus interlocutores confidenciam que de nada adianta bater, criticar, mostrar erros e pedir melhorias se não tem uma base de apoio do próprio partido, que com certeza tentará vencer as Eleições Municipais de 2024.

Esta base de apoio significa que a legenda vinculada ao Vereador dê o suporte necessário para combater a situação, mostrando que mesmo fora do governo, pode influenciar e trazer as melhorias necessárias para o desenvolvimento do município. O Blog Contra & Verso falou com o Coordenador Regional do PSDB, comandado pelo candidato derrotado nas Eleições de 2020, Mateus Veneziani sobre a falta de suporte reclamado, através de terceiros, por Celsinho Pereira. O suporte no caso seriam verbas ou convênios direcionados a cidade, como forma de mostrar a hegemonia política mesmo estando fora do governo.

 

Mateus conta, de uma maneira toda formal e na base da Cartilha Política, que o PSDB tem projetos e programas voltados para o desenvolvimento e que o momento é de estruturação, para depois retornar aos ataques. Sobre verbas e convênios o PSDB alega ser desnecessário, pois na opinião dos Tucanos o atual Orçamento Municipal é de grande monta e a atual gestão não corresponde benfeitorias a realizações.

Um grande amigo diz que não devemos contar tudo que sabemos, pois se não pode faltar o leite das crianças, mas resumindo enquanto você não mostrar que pode fazer mais, não irá muito longe. A partir de Agosto, quando do retorno do Legislativo, não espere um Celso combativo, brigador e crítico. Ao que parece vem aí a versão “Celsinho Paz e Amor”, o que certamente irá tranquilizar o trabalho do atual Governo Municipal.

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