OS MILITARES E A COMUNICAÇÃO

Militares Brasil

Agora eu me estrepei!!! Arrumei a famosa sarna para me coçar Fui procurar pêlo em ovo, problema, gritaria, confusão, discussão e muito atropelo, mas como todo jornalista busquei acima da nossa praxe para escrever este texto, ou seja, mais inspiração do que transpiração. Eu explico: A diferença entre um Escritor e um Jornalista é que o primeiro faz seus textos usando 90% de inspiração e 10% de transpiração, enquanto que um Jornalista usa 90% de transpiração e apenas 10% de inspiração. Neste texto acho que igualei os índices.

Nestes tempos de política conturbada, economia em crise crescente e pedidos de volta a Ditadura e Intervenção Militar lembrei dos meus últimos 50 anos, ouvindo minha mãe falar que eu estando nos teus braços ela vivenciou os militares controlando o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília sob o comando do General Kruel e a partir daí, lendo os livros de história e ouvindo os relatos dos mais velhos, conheci um pouco do que os militares fizeram e o que o povo amargurou.

Nesse ínterim pensei e imaginei se realmente acontecer algo, como será??? Um Revivendo dos anos 60 e 70 ou poderia ser feito algo numa linha mais inteligente e política que faça o povo ter saudades dos homens de verde que tem divisas nos ombros???

Antes de mais nada é bom frisar que se hoje ocorresse algo vinculado aos militares não seria a tomada do poder, um golpe ou revolução, mas sim uma intervenção militar, com a retirada do Presidente e seu Vice do poder e possivelmente a paralisação dos trabalhos do Senado e da Câmara Federal. Após a posse de uma Junta Militar os trabalhos legislativos voltariam a funcionar e uma agilização de processos e outras ações.

Muito bem, nessa hora vem a dúvida: Como conduzir uma nação pelas mãos militares nestes tempos de século 21??? Se os civis, ou melhor, conhecedores de marketing e comunicação de massa tivessem ouvido e acesso fariam algo que seria mencionado no futuro como “A ação governamental mais inteligente do século”. Vamos por partes.

Primeiramente as passeatas teriam proteção policial, negociação de período e trajeto e conscientização da preservação do patrimônio e da vida. Qualquer ato fora destas configurações resultaria em prisão e processo, ainda mais se houvesse prejuízo ao patrimônio público ou privado.

Em seguida qual seria o trato aos críticos dos interventores??? Nenhum!!! Seriam apenas ouvidos e dependendo, respondidos, seja por Nota Oficial, seja por ações positivas de Marketing. Acabou essa conversa de porão escuro e fétido com os inimigos do poder, com agressões, interrogatórios, surras e pauladas. O velho ditado já diz que não se chuta cachorro morto e sendo assim, chutar estes cães é mostrar que eles tem vez e voz no país. Como havia citado, o melhor é responder por nota ou com ações positivas de governo.

A tolerância zero seria aplicada aos violentos. Destruidores de lojas, marginais, assaltantes de banco ou de quartéis, ladrões de explosivo, munição e armamentos, assassinos de militares, policiais e agentes federais deverão ser presos, enjaulados e julgados com rapidez e transparência, com a implantação de prisão perpétua e até pena de morte para crimes hediondos.

Quando o povo ver que há liberdade de expressão e forte repressão a criminalidade na sociedade, terão segurança com o Governo Militar e tranqüilidade para viver e trabalhar, deixando saudade quando tudo voltar para as mãos civis. Pode parecer utópico, fictício e até ilusório, mas tudo isso pode acontecer, depende de vontade política, inteligência e atitudes sábias na condução de um governo.