A Praiamar Transportes e os Usuários do transporte coletivo em Caraguatatuba aguardam uma resposta da Prefeitura quanto ao impasse do pagamento dos salários de seus Funcionários para saber se haverá Greve da categoria ou não. Ofício assinado pelo Secretário de Mobilidade Urbana não dá margem a uma solução pacífica.

Um clima de impasse ronda Caraguatatuba, que está a espera de uma decisão sobre como vai ficar o Transporte Coletivo na cidade. Se a decisão havia sido marcada para o último dia oito – Sexta-Feira – quando do pagamento parcelado ou integral dos Funcionários da Praiamar a data mudou para ontem e foi alterada para hoje, após uma Assembléia realizada pelo Sindicato da categoria, onde os Motoristas teriam uma decisão sobre o assunto, iniciando ou não a Paralisação ou Greve, como alguns mencionam no Transporte Coletivo.

Reunidos na madrugada de hoje, na porta da Garagem da Praiamar, os Motoristas decidiram aguardar a decisão da Prefeitura, quanto ao pagamento dos débitos anteriores com a Concessionária ou o Aporte Financeiro para equilibrar o caixa da empresa, que devido ao Covid-19 teve a sua frota reduzida para 25%, com a obrigação de transportar 50% da capacidade de cada carro, além da redução na compra do Vale-Transporte e a paralisação do Passe Escolar, sofreu uma redução de 85% no seu faturamento mensal.

Ao mesmo tempo que aguarda uma decisão definitiva da parte do Executivo, um documento enviado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, assinado pelo Secretário Maurício Ferreira mostra que um final feliz está longe de acontecer. De acordo com o ofício a redução da frota atende aos anseios do Decreto 1234/20, que o Transporte Público atende a demanda dos trabalhadores de setores essenciais e salientando que a Greve é um direito do Trabalhador, observadas as prerrogativas necessárias para que os usuários não tenham prejuízos, finaliza o documento frisando que no caso do início do movimento, que a frota em uso deverá ser de 40% dos carros utilizados diariamente, ou seja, não há qualquer menção sobre pagamento ou Aporte Financeiro à Concessionária.

A Pandemia do Covid-19 mais conhecido como a “Guerra das Razões Plausíveis ou da falta de Bom Senso”, é o ápice da crise Político/Administrativa que assola a relação entre a Praiamar e a Prefeitura Municipal. A Concessionária não tem reajuste de tarifa desde 2016, tem débitos em torno de R$ 2.3 Milhões relativo a débitos com o Passe Escolar e dos Deficientes, além de diversos “Pente Finos”, feitos pela Fiscalização sobre vários temas e assuntos, sem contar as mudanças contratuais sem o devido aviso ou alteração formal no Edital, o que inviabiliza o equilíbrio Econômico/Financeiro da Praiamar.

Indagada, a Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Caraguatatuba informou que o Prefeito irá se manifestar na tarde de hoje, mas até o fechamento deste texto não houve qualquer resposta sobre o assunto.

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