Oposição x Situação 3

 

Conforme divulgamos no texto anterior, esta é a segunda e última continuação que narra e apresenta aos leitores e seguidores deste Blog o quadro geral, a situação atual e futura das eleições 2016 em nossa cidade.

No texto anterior abordamos qual candidato ou candidatos que a oposição deve temer na caça aos votos no próximo ano. Para chegarmos a conclusão deste texto, assim como a conclusão do texto anterior, foram necessárias diversas entrevistas e conversas com várias fontes, além das centenas de notas produzidas até agora na coluna Blogueando do seu BLOG CONTRA & VERSO.

No texto de hoje vamos abordar quem é o membro da oposição no município que mete medo na situação que controla a Prefeitura e a política local.

Caraguatatuba sempre foi uma cidade tradicionalmente sem oposição, melhor ainda, sem uma oposição definida, estruturada, que grita ordenadamente, que bate com segurança, que revida de peito erguido. Em algumas cidades as instituições solidificadas eram uma preliminar de oposição. Aqui em Caraguá nem isso existe.

Alguém pode dizer que estou exagerando no início deste texto, mas se puxar pela memória os oposicionistas existentes são aqueles que estavam unidos, mas na última hora discordam do resultado do futebol, da cor da rabiola, de opiniões diversas e outros assuntos. Nos últimos dezesseis anos as oposições enfraqueceram, amoleceram, perderam o entusiasmo e a motivação. Recentemente na agência central dos Correios em Caraguá, quando veio a tona o assunto ‘eleições’ a primeira pergunta feita foi: “Mas Caraguá tem oposição???”, eu respondi que existe em Caraguá algo similar aos franceses que lutavam pela retomada de Paris, ou seja, uma resistência, uma brava e lutadora resistência e nada mais do que isso.

Mesmo não sendo algo parecido com o que existe em outras cidades brasileiras, a oposição aparece como um folguedo, uma chama, uma célula em busca de um embrião que precisa crescer e se fortificar.

Do lado oposicionista o quadro se apresenta da seguinte maneira: O advogado João Lúcio se apresenta como a opção mais distanciada dos grandes grupos ou tendências políticas mas ainda não mostrou o que realmente almeja. Álvaro Alencar, que também é advogado luta no momento para se filiar a uma sólida legenda e se apresenta como a versão mais rígida de um candidato de oposição tendo uma vasta experiência na busca dos votos. O Vereador Aurimar Mansano é o Parlamentar mais cotado para gerenciar a Prefeitura pelos próximos quatro anos, com cinco mandatos conquistados na sua maioria como o mais votado do Litoral Norte, mas é uníssono que lhe falta o ímpeto e o arrojo dos líderes políticos para vencer barreiras e ousar vencer os caciques na busca dos votos. Apresenta-se como o mais forte candidato a vencer a atual máquina política o ex-Prefeito José Pereira de Aguilar, que mostrou sua força na última campanha, obtendo uma grande quantidade de votos num ínfimo período de campanha e grandes porcentagens de aceitação em pesquisas informais de opinião, além da herança deixada pelo sogro e suas tradicionais características familiares e religiosas incorporadas à política. Figuram nesta lista, mas não deverão causar temor na situação as candidaturas do PT e do PSOL, que seguem mais as orientações de suas Executivas, do que propriamente tem intenção de disputar as urnas, jogando com o advento da sorte a chance de vencer.

Sendo assim Aurimar e Aguilar despontam como as maiores chances de conquistar as urnas, mas se por um lado Aurimar ainda não mostrou a certeza de encarar as urnas, informações dão conta da fragilidade da candidatura Aguilar, que pode ser invalidada por um ato jurídico. É certo também que mesmo com estas incertezas, Aurimar e Aguilar são os nomes que causam medo e temor nas urnas a atual situação, podendo se tornar um só nome, uma única candidatura a chacoalhar toda corte que domina a cidade há pelo menos 16 anos.

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