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Com o resultado das Eleições Municipais de 2 de outubro em Caraguatatuba, a Câmara Municipal ganha uma nova formação para o quadriênio 2017/2020 que terá como objetivo principal fiscalizar o Prefeito Municipal e elaborar leis que levem a cidade ao progresso e uma melhor qualidade de vida aos seus moradores. Se você acha que tudo pára por aí está enganado. Contando com a Prestação das Contas Eleitorais, a Diplomação e Posse em 1º de Janeiro tem o principal, a Presidência do Legislativo para o primeiro biênio – 2017/2018.

A sessão de Posse terá como Presidente o Vereador Aurimar Mansano/PTB, por ser o mais votado no pleito de outubro, que na ocasião, deverá organizar e coordenar, junto com os Servidores do Legislativo, a inscrição de chapas, a votação e a posse da nova Mesa Diretora, formada por Presidente, Vice, 1º e 2º Secretários. Neste dia a inscrição de chapas é feita na hora, ao contrário da eleição do segundo biênio, que é feita até o dia 15 de dezembro de 2018, com votação no dia 20.

A eleição é prioritariamente política, pois o Presidente da Câmara é eleito com os votos da maioria dos Vereadores e a partir daí os destinos políticos serão ditados com relação a Prefeitura. Existe uma lenda política na Câmara de Caraguatatuba onde o Presidente do primeiro biênio não consegue a reeleição.

De outubro até a Posse em janeiro é o período de conversas, reuniões, acordos e discussões sobre quem deverá sair candidato e em quem os Vereadores irão votar. A nova composição do Legislativo terá as tradicionais 15 cadeiras, divididas entre 10 Vereadores da coligação ligada ao candidato Gílson Mendes e 5 da coligação de Aguilar Júnior. Destes o PTB e o PP tem 3 Vereadores cada um, o PSB, PSDB, PPS e PMDB tem cada um 2 Vereadores e o PSD apenas 1.

Analisando o atual quadro político em Caraguatatuba, os candidatos naturais à Presidência do Legislativo são os Vereadores Celso Pereira/PSDB, Carlinhos da Farmácia/PPS e Tato Aguilar/PSD. O atual Presidente, o Vereador Chininha pode se candidatar, pois como é uma nova gestão, não seria impedido por tentar a reeleição, o que é vedado pelo Regimento Interno.

O Vereador Celso Pereira já presidiu o Legislativo, enquanto que Farmácia tentou sem sucesso se candidatar no segundo biênio da atual gestão. Ambos seriam os candidatos mais óbvios para o caso de uma Câmara voltada totalmente à oposição do novo Prefeito, visto a coligação e o número de Edis pertencentes ao grupo. Tato Aguilar seria a novidade e sua eleição seria o elo de ligação mais visível tendo em vista a eleição do irmão para a Prefeitura.

Se analisarmos o “Grupo dos 10” pertencente a oposição e o “Grupo do Prefeito”, formado pelos Vereadores restantes, percebemos que a situação mais cômoda seria do primeiro grupo eleger o Presidente, enquanto que o grupo situacionista necessitaria fazer muitos acordos políticos para chegar ao poder.

Ao mesmo tempo tudo depende da linha de ação que os Vereadores irão tomar a partir de janeiro. Se o caminho for o da Oposição Sistemática, bastará ao Grupo dos 10 escolher o candidato, formar a chapa e eleger o seu Presidente, podendo repetir a dose, trocando apenas os componentes da Mesa Diretora para o biênio seguinte. Caso o caminho seja de uma gestão tranquila, no clima do “Paz e Amor”, com certeza a situação elege o seu Presidente, o que não impede a demanda de acordos para isso. Como podemos observar, muita água vai rolar até a posse em janeiro.

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