Admito que em três décadas de Jornalismo presenciei muitos fatos e alguns até que você pode duvidar que aconteceram, mas ligar a imagem de um homem público a um pseudo mal governo é algo que eu nunca pensei que alguém fosse dizer. É como dizer que o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva fosse o Mick Jagger da política local, o pé-frio do eleitorado do Litoral Norte.

Toda esta Ópera bufa vem de um texto publicado por um veículo de comunicação de âmbito regional que liga o nome do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva a um pseudo mal governo praticado pelos Prefeitos das cidades do Litoral Norte. No texto o apoio dado por Antonio Carlos teve como repercussão líderes que não estariam de bem com os seus eleitores. Com algumas exceções vamos aos fatos.

Vamos relacionar os fatos e separar o joio do trigo. Primeiramente e eu já abordei isso em texto anterior, os meses que antecedem as campanhas eleitorais em ano de eleição geralmente apontam os adversários com índices elevados em detrimento daqueles que detêm a gerência dos municípios. Pesquisas sem o embasamento necessário e obrigatório para o seu registro no TSE – Tribunal Superior Eleitoral – são comuns e tem como objetivo aquecer, de forma errada penso eu, a movimentação eleitoral que terá conclusão em quatro de outubro deste ano. Sendo assim, esta não é a primeira e nem será a última pesquisa de opinião a tentar iludir e confundir o eleitor no ano em que o seu voto tem mais valor.

Em seguida vamos refletir o significado do apoio. É inegável a força política do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva na região e com certeza, uma indicação ou a simples sugestão dele sobre um nome representa um apoio de enormes proporções, um peso político que muitos sonham e apenas poucos terão, porém ligar isso a um mal governo praticado nos municípios do Litoral Norte, mal governo esse registrado em pesquisas oficiosas é dizer que o eleitorado é culpado por isso.

Vamos por partes. É certo que o apoio dado por Antonio Carlos ajudou e muito, a eleger os Prefeitos de São Sebastião, Ubatuba, Paraibuna e Ilhabela, mas relacionar isso a um mal governo é algo que transcende o absurdo por causa da amadora pesquisa. A única certeza que podemos apontar se deve a má gestão desenvolvida por Márcio Tenório em Ilhabela, que culminou com a sua cassação, mas quanto a isso digo que se um líder político tivesse bola de cristal, com certeza não apoiaria muitos que estão eleitos pelo Brasil.

O termo já diz, apoio e não gerência ou mando sobre uma administração, ou seja, o líder, no caso Antonio Carlos da Silva, indica, pelo que conhece do candidato, o seu nome para liderar uma cidade e apenas isso, caso contrário o ex-Prefeito necessitaria gerenciar as cidades do Litoral Norte ao mesmo tempo, exercendo a função de duplo comando, cenário que observamos acontecer tristemente na região.

Outro fato que coloca em dúvida a seriedade do texto diz respeito às novas lideranças políticas da região, pois quem os conhece sabe que existe algo estranho ou de errado na matéria, pois um é diariamente rejeitado pela população e o segundo não conseguiu eleger o seu sucessor, prova maior de que é um mal gestor.

Errado é ligar um apoio a uma má gestão, seria o mesmo que um pai honesto ter um filho marginal. Infelizmente não se acerta sempre, como foi o caso de Ilhabela, porém Antonio Carlos acertou no restante de suas indicações, pois, como já afirmamos, os tais números contrários não são oficiais e não devem ser levados em conta. Sinceramente é a primeira vez que alguém compara um líder político a um pé frio, ou seja, o título de Mick Jagger da política local não condiz com a verdade.

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