O ex-Secretário Municipal de Educação na atual gestão, o Professor Ricardo de Lima Ribeiro foi detido na tarde de segunda-feira, quando tentava entrar no Fórum local com uma faca. Na ocasião o Professor negou-se a entregar o objeto para a Segurança do Fórum, pois alegou que ela (a faca) fazia parte de um processo a qual está respondendo. O Professor foi interrogado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

A presença de Ricardo Ribeiro no Fórum local se deve ao fato dele ser Réu, e como tal seria Interrogado, no Processo Criminal envolvendo ele e a Editora Planeta, no caso da Licitação de R$ 6,9 Milhões, realizada em 2017 para a reciclagem dos Professores em Matemática Lúdica. A Vara Criminal do Fórum local está a cargo do Juiz Júlio Branchini.

A Licitação recebeu despacho negativo do Tribunal de Contas, resultando no seu cancelamento e no bloqueio de bens, na época, do ex-Secretário, com sentença pedindo a devolução do dinheiro gasto com a proposta nesta gestão.

Na Audiência de segunda-feira – 17 de Fevereiro – marcada para às 14 horas, compareceram, além de Ricardo Ribeiro, testemunhas como Márcia Regina Paiva, Rebecca Zampa, Marcos Fleire, Radoan Rodrigues, dentre outros e todos foram ouvidos e interrogados através de gravação em áudio e vídeo, nos termos do artigo 405 – Parágrafo 2º do CPP – Código de Processo Civil. Faltaram a Audiência os sócios da Planeta, Luís Antonio Namura Poblacion e Marcelo Guilherme Moreira.

A falta dos sócios da Editora Planeta pelo não comparecimento e falta de justificativa foi decretada pelo Juiz Branchini como Revelia. Os advogados de ambos pediram uma nova data de Audiência o que foi negado pelo Magistrado.

O fato que marcou a Audiência ocorreu quando da chegada de Ricardo Ribeiro ao Fórum e na entrada, o detector da portaria registrou que havia metal em sua mochila. Ricardo Ribeiro tinha em seu poder um conjunto de facas para queijos e petiscos. A Segurança do Fórum o impediu de entrar com o material e Ricardo teria insistido, alegando que as facas faziam parte do Processo a qual está respondendo. É de se estranhar tal alegação, visto que o processo contêm dados referente a Licitação Fraudulenta.

Segundo apuramos junto a nossas fontes, após os depoimentos e o interrogatório de Ribeiro e apoiado na informação da Segurança do Fórum que o interrogado estaria portando objeto cortante e perfurante e negado deixar os objetos na portaria, o Juiz Júlio Branchini ordenou que Ricardo Ribeiro fosse conduzido à Delegacia de Polícia Civil, para a lavratura de um Termo Circunstanciado pela prática de Contravenção Penal, com base no artigo 19 da Lei 3.688/1941. A Polícia Militar foi chamada e acompanhou a condução. Na Delegacia de Polícia foi ouvido pelo Delegado de Plantão, o Titular Tadeu de Castro, segundo a escala de serviço, e liberado em seguida. Além do Processo na esfera Criminal, Ricardo Ribeiro tem outros dois processos na 2ª Vara, uma Ação Civil Pública e uma Indenização por Dano Moral.

O fato de ter praticado uma Contravenção Penal lhe tira o direito de ser Primário conforme o Código Penal.

O currículo profissional de Ricardo Ribeiro mostra os altos e baixos do professor que enveredou pelos caminhos da política. Da criação do “Caraguá a Gosto” na gestão do pai do atual Prefeito quando Secretário de Turismo a ações malogradas como Secretário de Educação na atual gestão, começando pela falha organizacional do Desfile de Independência em 2017, que culminou no seu cancelamento e as Licitações conturbadas do Material Escolar e da Editora Planeta no mesmo ano, seguido pelo atraso e entrega parcial dos Uniformes Escolares e a ação de uma mãe contra o bloqueio da matrícula de seu filho no período integral, além de uma campanha para desmoralizá-lo que está ligada a Licitação da Merenda Escolar.

A Redação do Contra & Verso não conseguiu contato com Ricardo Ribeiro para falar sobre o assunto.

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