A 13ª Edição do Caraguá a Gosto, o maior evento gastronômico da cidade premiou os seus vencedores na última segunda-feira – 17 de setembro com uma grande festa realizada na Secretaria Municipal de Turismo – Setur. Mesmo sendo tradicional e tendo um alto custo para sua realização, falhas grosseiras como erros de Português e no preço final de um dos concorrentes passaram desapercebidos, o que se considera incompreensível, visto que a Agência que elaborou o material promocional tinha um contrato de R$ 4 milhões com a Prefeitura.

O Caraguá a Gosto é um evento gastronômico criado em 2005 com a intenção de impulsionar o movimento no comércio da cidade durante a baixa temporada, quando os restaurantes da cidade criam pratos especiais e os consumidores votam na melhor iguaria, acompanhado de votos tanto para o sabor como para o serviço e o atendimento. Nesse ínterim os garçons recebem prêmios através de sorteio e os consumidores também. Passados 13 anos o número de categorias e de participantes aumentou, movimentando ainda mais a gastronomia da cidade.

Com uma verba estimada entre R$ 400 e R$ 500 mil para a sua realização, através da Mestra Comunicação, agência que tem um contrato de R$ 4 milhões com a Prefeitura e que no momento recebeu despacho desfavorável do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE/SP devido a erros grosseiros e primários na Licitação, o evento chega a sua 13ª Edição ocultando dados importantes para uma análise mais profunda sobre sua realização e cometendo erros infantis como a falta de revisão em sua redação, mostrados claramente em suas páginas e confirmado por participantes.

Em 2017 o Contra & Verso teve acesso aos números do Caraguá a Gosto, onde pudemos observar sobre a origem dos frequentadores, como eles souberam do evento, sobre a falha no detalhamento da ficha e a respeito das diferenças gritantes sobre a menção aos participantes.

Iniciando a sequência de erros apontamos o que está indicado na página três, na introdução sobre o evento quando menciona o Passaporte Caraguá a Gosto, que seria dado ao consumidor que visitar 30 dos 44 participantes da edição, com direito a um brinde exclusivo na Secretaria de Turismo. Segundo apuramos o Passaporte não foi distribuído, mas os carimbos dos participantes foram feitos, nenhum brinde foi entregue e muito menos se tem conhecimento do que seria este brinde. Durante o evento e na entrega dos prêmios o Passaporte não foi mencionado.

Na sequência verificamos erros grosseiros de Português na descrição dos pratos, como na página nove, quando o prato vem “acampado” de Batatas Rústicas. Na página 46 o prato é salpicado de Ervas de “Pruvence”, batatas “Arterix” e azeitonas “vede” gordal. Na página seguinte o prato vem acompanhado de algo desconhecido, pois não é mencionado, junto com molho de tomate rústicos. Na página 74 o prato é composto de “Pateizinhos”. O erro mais gritante está inserido na página 71, quando o preço do prato deveria ser de R$ 20,00 mas está com o preço de R$ 12,00. Este último o erro do preço foi confirmado pelo estabelecimento, que alegou não ter reclamado pelo fato do material promocional já estar pronto. Estes erros poderiam ter sido evitados se houvesse uma revisão do texto antes de enviar para a gráfica imprimir.

Há informações também de que os cadernos de menor tamanho – o chamado versão Pocket – teria sido distribuído apenas no final do evento, o que o tornava desnecessário, além de erros de encadernação neste modelo, que teriam sido percebidos e recolhidos. Outras informações dão conta que por causa do despacho do TCE/SP relacionado a Mestra Comunicação, ocorreram problemas quanto a utilização da verba que ao invés de vir do Turismo, teria vindo da Comunicação e devido a isso, os contratos firmados anteriormente com os veículos de imprensa local e regional sofreriam uma paralisação de 60 dias aproximadamente.

Solicitada, a Prefeitura, através da Secretaria de Comunicação respondeu que não ocorreram erros de grafia e quanto ao preço de um dos pratos apresentados, que os elogios foram acima da média sem mencionar os números relativos a ela e que não procede problemas de verba e suspensão dos contratos. Finaliza erroneamente que houve aumento de 39% quanto ao número de cédulas, de 8.442 em 2017 para 13.851 este ano. Na verdade o aumento foi em torno de 64%.

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