O que antes era um clima de apreensão e ansiedade agora torna-se também de tensão e devido à espera da decisão judicial, adicione expectativa e muitas conjecturas. Realmente a demora na decisão do Juiz da 2ª Vara do Fórum local quanto ao Projeto do Empréstimo veio como um Tsunami entre os moradores e principalmente no meio político local e enquanto a decisão não vem, são várias as expectativas de quem e como ficaria a Câmara Municipal de Caraguatatuba se houver o afastamento dos Vereadores. O Blog Contra & Verso se adianta e monta várias estruturas políticas que possam vir a acontecer.

Iniciando este texto de expectativas citaremos os Vereadores que possam vir a serem afastados se esta for a decisão do Juiz João Mário Estevam da Silva, da 2ª Vara do Fórum local. Os Vereadores são: Francisco Carlos Marcelino, atual Presidente; Salete Paes, Vice-Presidente; Aurimar Mansano, Líder do Prefeito na Câmara; De Paula, na exclusiva função de Vice-Líder do Prefeito na Câmara; Chininha, Vandinho, Tato Aguilar, Walmir do Olaria e Vilma Teixeira. Caso o afastamento ocorra, será a primeira vez que isso acontecerá na Câmara de Caraguatatuba.

Enquanto o Cartório Eleitoral local não divulgar a lista oficial dos Suplentes na Câmara de Caraguatatuba, as conjecturas serão expectativas e não as informações corretas, pois ao pesquisar, entre o que foi fornecido pela Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral e os analistas de plantão no meio político foram encontrados 14 possíveis nomes para ocupar as 10 cadeiras que possam vir a vagar.

Os nomes dos possíveis ocupantes são: Os Secretários da área Social, Idosos e Adjunto de Habitação e Administração, respectivamente Jonas Fontes, Léo Macedo, Marcos Kinkas e Pedro Ivo, os ex suplentes de outras gestões bem como da atual, Valmir da Colônia, Nenzão, Tomás da Mansão e Jair Silva e os novatos Evandro Silva, Jameson Duarte, Zé Luiz, Robinho, Alexandra Fachini e Ângelo Karatê. Numa análise primária e rasa temos aqui quatro Vereadores de oposição, oito da situação e dois indefinidos, considerando os partidos e suas coligações em 2016.

Neste caso a oposição haveria aumento na oposição e redução na situação. A nova oposição seria formada por Robinho Civil, Valmir da Colônia, Nenzão e Alexandra Fachini, pois o primeiro e o terceiro vem da chapa de Gílson Mendes, o segundo é fiel escudeiro do ex-Prefeito Antonio Carlos e Fachini é filha do ex-Vereador Dadinho que estava atrelado ao atual Prefeito mas recentemente não nutre o mesmo apoio e satisfação. A situação teria nomes como Jonas Fontes, Léo Macedo, Jair Silva, Evandro Silva, Kinkas, Tomás da Mansão, Pedro Ivo e Ângelo do Karatê.

Quanto a Valmir da Colônia há controvérsias, pois ao que parece ele não estaria assim tão alinhado com a oposição, depois da contratação de seu sobrinho pela atual administração. Colônia nega, alegando que a contratação foi por mérito e não por indicação política.

As incógnitas neste caso são os ocupantes de cargos no Executivo Municipal, que teriam que escolher entre o Staff e o Legislativo. Numa análise política seria de bom tom que o Prefeito pedisse para que Macedo, Fontes, Kinkas e Pedro fossem para a Casa de Leis, consolidando e reforçando a sua base situacionista, mas por outro lado a pressão política da Prefeitura é bem menor e melhor do que a da Câmara, ficando a cargo deles escolher entre Fidelidade e Tranquilidade. Outra incógnita seria a figura de Zé Luiz, que dentre as fontes, não souberam dizer qual lado seguiria. A maior dúvida está com Jameson Duarte, que não está filiado ao PTB e com isso perderia a pretensa chance de ocupar um lugar no Legislativo.

Ao mesmo tempo resta saber dos possíveis ocupantes de cadeiras na Casa de Leis se no pouco tempo que irão ocupar farão o papel de fiéis escudeiros ou agirão por conta própria, pensando no povo e na reeleição em outubro de 2020 e por isso, não seguirão ordens, cabrestos ou exigências do Executivo, traçando o seu caminho e respondendo pelas consequências de seus atos e votos. Um fato deve ser mencionado. No caso dos suplentes ocupando as 10 cadeiras, uma nova eleição da Mesa Diretora deverá ser feita e não como mencionamos na segunda-feira durante o Repórter Cidadão do Radialista Maurício Neto, da FM Comunitária Integração.

Resumindo, tudo que escrevemos não passam de previsões, de conjecturas e expectativas, que podem mudar de um momento para o outro, pois uma definição dos nomes só virá com o aceite do Juiz João Mário e a atualização dos Suplentes pelo Cartório Eleitoral local. O que se sabe é que não se vê um clima político assim na cidade desde 1992, quando o ex-Prefeito José Bourabeby foi cassado pelos Vereadores, com decisão mantida pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, a mesma que tem o processo do Empréstimo nas mãos do Desembargador Paulo Barcellos Gatti.

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