*Stefan Massinger

Nas pesquisas sobre a história dos vinhos se destacaram várias fontes, mas três excepcionalmente. O blog Bacco, um artigo interessante na renomada revista adega e o blog Eniwine. Baseado nestes três apresento aqui mais um país gigante no mundo do vinho e a história vinífera dele.

Vamos voltar como é de bom costume aqui na coluna, “onde tudo começou” – hoje então os Estados Unidos.

Voltando alguns anos, quando os primeiros colonizadores chegaram à América do Norte, no começo do século XVI, perceberam diversas vinhas com frutos pela floresta. Na época, foi concluído que seria um bom lugar com ideais condições climáticas e geográficas para a produção de vinho, contudo, não foi bem assim.

Na Costa Sul, passaram a plantar as Vitis Viníferas, uvas finas, delicadas e europeias, em uma região com um inverno muito rigoroso e um verão muito quente. As vinhas eram prejudicadas e, as que sobreviviam, eram atacadas pela filoxera, aquela praga, que quase matou todo vinho na Europa também estava bem ativo nos EUA. – Este bichinho desgraçado ainda desconhecida – que se proliferava com o calor.

Foi percebido que, naquela região, apenas as uvas nativas (Vitis Americana) sobreviviam nestas condições encontradas, uma vez que tinham adquirido resistência a estes males. Destas, os colonizadores passaram a produzir vinhos, hoje conhecidos como Vinhos de Mesa. – e aqui no Brasil usado para produzir um grande parte dos tão queridos “vinhos suave”.

Pouco tempo depois, na Costa Norte, um padre franciscano chamado Junípero Serra fundou a missão de San Diego em 1769, levando com ele as uvas de origem espanhola Mission. O clima de calor da Califórnia (na época ainda pertencente ao México) era ideal para a plantação, sendo descoberto um novo terroir ideal para as Vitis Viníferas. – ou seja uma região promissora com condições climáticas e geográficas que deveria permitir vinhos de alta qualidade.

A partir desse momento, as vinhas europeias e as norte americanas passaram a coexistir, dando origem – acidentalmente -, às uvas hibridas. Estas uvas híbridas transformaram a Costa Sul em uma zona de plantio, mesmo assim, foi apenas em Cincinnati, Ohio, que o primeiro vinho norte-americano comercialmente bem sucedido surgiu. Era o famoso Sparkling Catawba, de Nicholas Longworth, que em 1850 já era apreciado nos dois lados do Atlântico.

Enquanto isto, na Costa Norte, a Califórnia se tornou parte dos Estados Unidos em 1847 e as plantações migraram de Los Angeles para a região de San Francisco (Napa Valley).

O resultado foi um aumento de produção e a melhoria na qualidade do vinho.

 

* Stefan Massinger nasceu na Áustria, sul de Viena, numa região de vinhos. Vive em Caraguatatuba, sendo master do grupo Wine, o maior e-commerce de vinhos da América Latina, treinando interessados como empreender no mundo do vinho. Também tem uma empresa de venda de vinhos on-line e atua também como consultor independente de negócios.

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