Todo início de gestão é a mesma cantilena. O Prefeito derrotado deixou problemas administrativos e financeiros, que são mostrados pelo vencedor do pleito como desculpa para não gerir a cidade a contento. Geralmente estas acusações são feitas, mediante provas, no início do mandato e consequentemente, caem no esquecimento. O que não se entende é manter a mesma cantilena no segundo ano de mandato e o pior, sem as devidas provas.

No final do mês passado o atual Prefeito de Caraguatatuba, numa entrevista a Rádio Caraguá FM, acusou o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva de não ter deixado dinheiro em caixa na Prefeitura quando assumiu em janeiro de 2017. A resposta foi dada como desculpa para a indagação de um contribuinte sobre a razão da paralisação de algumas obras no município. Como já é peculiar atualmente em Caraguatatuba, a entrevista gerou comentários e acirrados debates nas Redes Sociais.

O atual Prefeito citou problemas na UPA – Unidade de Pronto Atendimento da Zona Sul, que está sub judice e será relicitada, o Centro do Idoso no Perequê-Mirim, a Clínica de Recuperação no Barranco Alto que será transformada em Cras – Centro de Referência em Assistência Social, o Lar do Idoso no Pontal Santamarina, dentre outros.

Procurado pelo Blog Contra & Verso o ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva respondeu que o atual Prefeito falta com a verdade. “Ao contrário do que ele fala, deixei mais de R$ 60 milhões no caixa da Prefeitura, dinheiro esse livre para gasto”, disse. Antonio Carlos se diz triste com a colocação do atual Prefeito. “Enquanto várias Prefeituras pelo Brasil estão quebradas, entregamos uma ‘Empresa Pública’ com dinheiro em caixa”, frisou.

Segundo o documento apresentado por Antonio Carlos, um demonstrativo de caixa, datado de 30 de dezembro de 2016, restaram nos cofres do município exatos R$ 60.779.737,06 mais um repatriamento de fundos do Governo Federal que eleva o valor total em mais de R$ 64 milhões. Neste documento existem as movimentações bancárias e o tradicional “dinheiro marcado”, numerário vinculado a Projetos, Programas e Convênios com os Governos Estadual e Federal nas áreas de Educação, Saúde, Trânsito, Pavimentação, Assistência Social e Royalties, que só podem ser gastos nestas pastas, além dos valores não marcados. Em termos técnicos os valores são catalogados como fontes 1 – Municipal; 2 – Estadual e 5 – Federal.

Em resumo, com a repatriação na Fonte 1 foram deixados em torno de R$ 33 milhões e nas fontes 2 e 5 em torno de R$ 31 milhões, livres e disponíveis para gasto dentro das áreas a qual estão vinculados, sem contar que foram deixados Remédios no Almoxarifado, os Salários de Dezembro e o 13º dos Servidores totalmente pagos, além das obras até o fechamento daquele ano fiscal.

Antonio Carlos não concorda com as acusações e exige respeito da atual gestão. “Ao contrário do que pensam, torço para que tudo dê certo, pois assim a nossa cidade evolui cada vez mais, mas me acusar de algo que eu provo ser mentira não admito. Exijo respeito desta gestão”, ressalta.

Assim como o atual Prefeito, Antonio Carlos diz estar pronto para debater os valores deixados por ele, mostrando que sua gestão cooperou para transformar a cidade numa Empresa Pública, com dinheiro em caixa e estrutura adequada. “Não deixarei para a minha família a herança de ser um mal administrador”, finaliza.

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