Em Ano Eleitoral é normal ver de tudo: inimigos que tornam-se amigos e amigos que viram inimigos mortais, rasteiras Eleitorais, colaboradores que trocam de barco pela melhor proposta e adversários que rendem-se pelo brilho do vil metal. Entre estes “normais” acontecimentos está a degola de velhos parceiros que deixam de ser interessantes. Atualmente a bola da vez, ou melhor, a degola da vez, é a Presidente da Fundacc, Silmara Mattiazzo.

O meio político torceu o nariz e fez cara de espanto quando a Caraguá FM, no seu principal e único Rádio jornal, teceu longas e severas críticas a Fundacc – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba – baseando-se na Marchinha vencedora do Concurso Anual de Carnaval da Autarquia, que indiretamente fala do Presidente Bolsonaro. Acostumados diariamente a ouvir críticas a oposição federal ao Presidente ao invés de discutir com profundidade e empenho os problemas da cidade, o fato inusitado deixou ouvintes e Analistas Políticos de Plantão com a chamada “Pulga atrás da Orelha”, sem saber o que teria ocorrido tão repentinamente.

Uma pesquisa rápida entre os corredores e bastidores da política local enfim desvendou a razão da ira do Radialista, que estendeu as críticas a encenação da Paixão de Cristo e o consequente cancelamento da entrevista referente ao assunto, colocando em dúvida o porquê de tanta verba no Orçamento da Autarquia para o pouco que tem feito na cidade anualmente desde 2017.

Na verdade o objetivo de tais indagações não é comunitário, social ou prioritário, mas sim e obviamente político, com a Presidente da Fundacc, Silmara Mattiazzo sendo a bola da vez, ou melhor a degola do momento.

Segundo apuramos entre a Rádio Peão, bastidores, corredores da Política local e os chamados e detestados pelo Radialista, “Analistas Políticos de Plantão”, a Prefeitura continua com falta de caixa devido a má gestão do Dinheiro Público que vem sendo praticado desde a posse do atual grupo que gerencia os caminhos da cidade e como consequência disso, precisará cancelar alguns eventos tradicionais, prioritários e importantes do calendário local, dentre eles a Paixão de Cristo, que reúne milhares de pessoas na Praça de Eventos no centro da cidade, em torno do evento religioso mais famoso do Cristianismo no Brasil.

O que pode parecer simples torna-se problemático e principal ingrediente para uma “Guerra Civil Política”, pois bastava uma ordem de cancelamento e o evento em questão não seria apresentado este ano, mas ao contrário disso, a Fundacc não quer cancelar o evento e fará de tudo para ele ocorra, iniciando uma discórdia que trará sequelas.

Aliado a negativa em realizar o evento, o pai do atual Prefeito, sim ele em pessoa, o Prefeito de fato da cidade não deixará que haja suplementação de verba para a Paixão de Cristo.

Se continuarmos a analisar o fato veremos que no Orçamento da Fundacc deste ano, assim como nos anos anteriores, os gastos com a realização da Paixão de Cristo estão nele inseridos e como tal, podem ser feitos sem necessitar de verba extra. Sendo assim, qual seria a razão que relaciona falta de caixa do Executivo com pedido de verba extra da Autarquia para algo que já estava cotado??? É aí que entram as informações fornecidas por fontes mostrando que a razão do imbróglio é puramente política.

A questão não é de hoje, vem de longe, mais precisamente no final de 2019 e está relacionada ao Legislativo local. São fortes as informações de que Aguilar Pai necessitava de apoio para eleger o atual Presidente e para isso precisava da Fundacc, que por sua vez, colocou como exigência as cabeças de alguns Servidores da Autarquia, entre eles a do Diretor do Museu para firmar o pacto. Feito o acordo e eleito o novo Presidente do Legislativo, vem a respectiva cobrança do que foi feito, cobrança essa necessária para cobrir alguns buracos na organização da Autarquia, onde estão incluídos, entre eles, a realização da Paixão de Cristo, que tem um grande elenco e um ator de nível nacional que interpreta Jesus Cristo. Este é pomo da discórdia!!!

Quem convive com a Política local já está acostumado com os procedimentos de degola praticados pelo clã Aguilar, ou seja, quando se perde o interesse ou a necessidade, exclui-se imediatamente, preterindo a pessoa que já foi fiel ao grupo por vários anos.

Recordando desde 2017 temos nomes como o ex-Vereador Lelau, exonerado devido a problemas administrativos e que retornou como Estagiário anos depois. Há também o ex-Secretário de Esportes Edvaldo e Roberti Costa, ex-Secretário de Serviços Públicos, afastado por motivo de doença e de pura ingratidão pelo trabalho realizado. Quem esqueceu da saída tumultuada de Carlos Cogo, que praticava cargo figurativo na Habitação devido a um Servidor que foi assessor político e tinha mais controle sobre a pasta do que ele.

A seguir temos o ex-Secretário Ricardo Ribeiro, que segue sozinho na busca de se defender das ações erradas cometidas ao longo dos últimos anos que lhe renderam até um processo na esfera Criminal. Ricardo Gaspar foi outro Secretário que teve a jugular degolada em virtude de não compactuar com o estilo de trabalho engendrado pelo grupo dominante. Duda Silva, Vereador e ex-candidato a Presidência da Câmara foi outro a ter o cérebro decepado, por imaginar que os planos mirabolantes para a Secretaria de Habitação seriam concretizados. Ricardo Romera, o ex-Super Secretário, que assumiu Administração e Fazenda ao mesmo tempo, terminou por pedir exoneração, por motivos não divulgados mas que o meio político conhece muito bem e por fim, está a Presidente da Fundacc, onde espera-se a sua exoneração para indicar alguém mais próximo dos interesses políticos da dupla de Prefeitos de nossa cidade.

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