O Blog Contra & Verso previu e acertou na sua edição de segunda-feira. Devido à falta de quórum o projeto de Empréstimo para a construção do novo Paço e Câmara não foi votado. O cancelamento é o retrato fiel da discordância quanto a eleição da nova Mesa Diretora do Legislativo, marcada para o próximo dia 20.

A aprovação do Projeto de Empréstimo de R$ 60 milhões para a construção do novo Paço Municipal e sede do Legislativo está intimamente ligada a Eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal no Biênio 2019/2020, pois devido a intromissão do ex-Prefeito José Pereira de Aguilar no pleito da Vereança, os Parlamentares Municipais utilizam a sua força política para definir quem será apoiado na eleição e por consequência permitir que o Executivo obtenha o Empréstimo que tanta polêmica provocou na cidade nos últimos dias.

Se a cidade está polemizada quanto ao Empréstimo, o grupo político dominante vive uma crise política que difere de teor desde as Eleições Gerais deste ano. Dividida em duas etapas a segunda tem como base a interferência de apoiadores externos no pleito do Legislativo. Como foi dito em textos anteriores, esta é uma novela reservada aos fortes. A primeira etapa veio da discordância de apoios e interesses entre os candidatos.

O detalhe principal que resultou num clima de instabilidade vem da indefinição de apoio do ex-Prefeito José Pereira de Aguilar – Aguilar Pai – que tramita entre os candidatos Duda Silva e Carlinhos da Farmácia. O primeiro tem o apoio do atual Prefeito e o segundo é apoiado pelo ex-Vereador Gobetti. Mas o que parecia ser uma eleição polarizada descambou nos últimos dias, com o ressurgimento do Vereador Chininha, que teria como vice o atual Presidente da Câmara – Aguilar Filho – e imagine só, o apoio do ex-Prefeito Aguilar e do Secretário de Governo Neto Bota – Maléfico. Este renascimento teria como base três estratégias; Enfraquecer a candidatura de Duda Silva, reagrupar forças visando as Eleições Municipais de 2020 e manter a família Aguilar no poder, na expectativa de invalidar o mandato de Chininha, tornando Tato Aguilar novamente Presidente.

A indefinição estratégica de Aguilar Pai porém, causou um grande prejuízo nas bases do atual grupo político, pois os Vereadores, indignados com o apoio velado e indefinido resolveram mostrar sua força e unidos, exigem que o Prefeito de fato mostre a sua escolha para saber quem apóia quem no pleito Legislativo. O resultado disso foi a falta de quórum na sessão de ontem – quatro de dezembro – quando seria votado o projeto do Empréstimo de R$ 60 milhões.

Compareceram à sessão os Vereadores Celso Pereira, Salete, Wilma Teixeira, Aurimar Mansano, Aguilar Filho, Carlinhos da Farmácia e De Paula. Com a apresentação de Licença Médica faltaram os Vereadores Butiá, Fernando Cuiú e Vandinho. Deixaram simplesmente de comparecer os Vereadores Duda Silva, Dennis Guerra, Flávio Nishiyama, Chininha e Ceará da Adega. Em resumo, estiveram presentes sete Vereadores e faltaram oito Parlamentares. O projeto do Empréstimo necessitava de dois terços dos votos, ou seja, 10 Edis, o que comprometeu a realização da penúltima sessão ordinária do ano.

O fato da última sessão ordinária ser reservada para a votação do Orçamento não inviabiliza a aprovação do empréstimo, pois uma sessão extraordinária poderá ser marcada a qualquer momento. O que dificultará a aprovação é a falta de um acordo político para a eleição da Presidência, no dia 20, às 10 horas. Até lá é aguardar os próximos acontecimentos deste Novelão Político Caiçara.

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