Terminadas as Eleições Gerais de 2018 a candidata a Deputada Estadual pelo PSDB, Michelli Veneziani obteve a maior quantidade de votos nominais, mas não conseguiu se eleger para uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo. Apoiada em Cabos Eleitorais mais do que especiais e profissionais, dotada de estrutura e um certo lastro sua votação foi menor do que a de seu irmão e seu pai. O que teria ocorrido para a vitória não chegar???

Michelli Veneziani é a terceira do clã de políticos que fez história na política de Caraguatatuba e por conseguinte, do Litoral Norte. Terceira na ordem de candidatura, na idade e no número de votos, Michelli foi a mais votada entre todos os postulantes a vagas Legislativas Estaduais e Federais na região do Litoral Norte Paulista, com os seus mais de 27 mil votos na região e mais de 38 mil em todo o estado. A bem da verdade Michelli, que é filha do ex-Prefeito Antonio Carlos da Silva, irmã do ex-Vice-Prefeito Antonio Carlos da Silva Júnior e esposa do atual Prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto ficou em terceiro no score da família, liderada pelo pai com 90 mil votos e do irmão com 55 mil votos.

São vários os motivos, ao meu modo de ver, que levaram Michelli a esta quantidade de votos e ao insucesso no pleito deste ano. É bom lembrar que esta foi uma eleição atípica, diferente e inovadora, marco de uma nova era em termos de eleger e captar votos para seus candidatos. Outro fato marcante e tradicional, são os vários candidatos numa mesma região e os paraquedistas que invadem a região alheia. Infelizmente como não temos ainda o Voto Distrital, o candidato de uma região, que poderia ser único e apoiado pelas demais lideranças, torna-se um paraquedistas em outra localidade.

Partindo do Litoral Norte e da casa de seu pai e irmão, Antonio Carlos Júnior e Antonio Carlos da Silva a luta foi árdua, pois enfrentou, além da oposição que impera na Prefeitura, os vários candidatos e os paraquedistas de praxe. Mesmo assim conseguiu parte da meta que pretendia para os 80 mil votos esperados e não conquistados. Mas são nas cidades restantes da região que podem ter havido os erros mais significativos. O pequeno número de votos em São Sebastião é a mostra visível do conjunto de opositores ao Prefeito Felipe Augusto e a rejeição que sofre da população local, devido composição do seu Staff com parte dos profissionais de Caraguatatuba e da união das oposições em torno de outros nomes. Quando falamos de Ubatuba nos referimos ao principal Cabo Eleitoral usado, no caso o Prefeito Sato, que não enfrenta um bom momento na condução da cidade vizinha e por causa disso, não conseguiu transferir a quantidade de votos desejada para sair da região com pelo menos 40 mil votos. Finalizando na ilha mais bela do planeta a justificativa para o menor número de votos conquistados veio do apoio recebido apenas e unicamente pela Vice-Prefeita, que representa muito pouco no universo daquela localidade que tem como maior líder o Prefeito Márcio Tenório, que estrategicamente se esquivou em dar o seu apoio decisivo e declarado sem saber o porquê disto. Ao mesmo tempo nesta comunidade ilhéu o ex-Prefeito Toninho Colucci disputava uma vaga de Deputado Federal e por isso, monopolizou boa parte do eleitorado. As alegações contidas neste texto serão rechaçadas com a máxima de que “mais vale um fiel escudeiro e amigo do que um simples apoiador”, mas este é um risco que se corre e que as vezes se paga muito caro por isso.

No final das contas a campanha de Michelli Veneziani serviu para acirrar a disputa política em Caraguatatuba, manteve o nome do ex-Prefeito em voga, mostrou que a interação dele com a população para a transferência de votos continua em alta e que a família é referência na política, seja local ou regional. No final das contas foi uma campanha vitoriosa!!!

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