As Mulheres continuam em menor porcentagem de participação na Política e Vida Pública no Brasil. Com raras exceções nas três esferas o Sexo Feminino ocupa cargos em Ministérios, no Poder Judiciário, como Secretárias Municipais, Vereadoras, Prefeitas e no Poder Legislativo do Federal ao Municipal. Em São Sebastião a Primeira Dama quer um grande número de mulheres eleitas este ano.

A Política Partidária e o Universo do Voto sempre apresentou um Pré-Conceito contra as Mulheres. Uma prova disso é visto no Litoral Norte onde em Caraguá apenas uma mulher ocupou cargo no Executivo em toda a sua história, o mesmo ocorrendo em Ilhabela. Em São Sebastião ou Ubatuba nunca houve uma mulher como Chefe do Executivo. Já no Legislativo a tradição é outra: Algumas cidades elegeram um número mínimo há cada quatro anos – São Sebastião e Ilhabela – e outras ficam muitos anos sem ter uma Vereadora eleita – Caraguatatuba e Ubatuba – demonstrando o lado machista do pleito.

Mesmo com a obrigação de 30% de Mulheres inscritas para concorrer a um cargo no Legislativo, o Sexo Feminino ocupa menos de 10% dos cargos eletivos, seja no Executivo e Legislativo e nas três esferas. Aliado a este problema estão os partidos que para cumprir a Lei Eleitoral, inscrevem mulheres que no final não conquistam nem o próprio voto, o que mostra o desinteresse na eleição feminina e a participação apenas na forma da lei.

Este ano as Eleições Municipais terão uma novidade no âmbito feminino; 30% do Fundo Partidário deverão ser reservadas para a eleição das mulheres e a esperança é que as legendas apoiem e incentivem a disputa do Voto Feminino e não fraudem os valores recebidos para apoiar outros candidatos, preterindo as candidatas. Um velho dilema na Política Brasileira diz que Mulher não vota em Mulher e quando uma se elege, a maioria do voto recebido é masculino.

A Primeira-Dama de São Sebastião, Michelli Veneziani está se empenhando em eleger mais Mulheres nas Câmaras do Litoral Norte e para isso tem conversado com as Pré-Candidatas do PSDB, partido a qual está filiada e faz parte da Executiva Estadual, ressaltando que quanto mais mulheres forem eleitas representam um novo marco, um caminho diferente e mais humano na política brasileira e regional, destacando a força e a determinação feminina como forma de fazer valer a Nova Política.

A Lei Eleitoral não permite que se peça o voto neste momento, mas Michelli sugere que o eleitor veja com olhos mais atentos as candidatas do Sexo Feminino que se apresentarem no pleito deste ano, pois só a união das mulheres trará o aumento da representatividade feminina no Litoral Norte.

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