O ex-Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba, Sthênio Pierrotti é o mais novo Presidente do Diretório Municipal do PSL – Partido Social Liberal – em Caraguatatuba, encerrando uma disputa interna em torno da direção da legenda na cidade que vinha sendo travada há meses. A pergunta é: A disputa foi encerrada ou uma nova batalha teve início???

Desde a eleição do Presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2018 o PSL virou o Partido da Moda, a Legenda do Momento no meio político nacional, com ampla repercussão nos 26 Estados Brasileiros, no Distrito Federal e nos 5.570 municípios que compõem a nação. Devido a isso várias pessoas se alvoroçaram em candidaturas pensando em 2020 e isso criou uma disputa interna entre grupos que lutam pelo poder total dentro da legenda, com o intuito de conquistar o domínio do partido visando as próximas eleições.

Em Caraguatatuba a situação não é diferente, com a disputa de três grupos que pretendiam o poder total sobre a legenda e com isso, ter a chance de montar a sua chapa de Vereadores e decidir quem será o pré-candidato a Prefeito e Vice. Os grupos que disputaram a hegemonia do PSL em Caraguatatuba eram liderados pelo Coronel da Reserva da Polícia Militar, Miguel March; pelo Conselheiro Tutelar Jameson Duarte e o Pastor Léo Lima.

Entre o início da disputa e a nomeação de Sthênio Pierrotti, o Coronel March desistiu da disputa, mas o grupo se manteve pelo seu segundo em comando na época, o ex-Presidente da Associação Comercial. Jameson e Lima se alternaram na tentativa de presidir a legenda, buscando apoio com Deputados, Senadores e Correligionários vinculados ao PSL.

De acordo com o novo Presidente, a Nominata, documento que especifica os nomes dos componentes do Diretório só foi produzida em sete de maio e agora sob o seu comando, será totalmente reformulado, com uma verificação minuciosa dos filiados, pois na lista oficial foram encontrados problemas como duplicidade de pessoas e falta de atualização nos 234 filiados encontrados. Outro fator que atrasou a elaboração do documento veio da espera pela saída do Senador Major Olímpio e dos Deputados Alexandre Frota, Bozzella Jr. e Letícia Aguiar e a definição de Eduardo Bolsonaro na Presidência Estadual do partido em 10 de Junho.

Segundo Pierrotti antes da eleição do Presidente Bolsonaro o PSL era um partido de aluguel, onde se formava um Diretório com a nítida intenção de ganhar algum dividendo para apoiar ou coligar com outra legenda de maior poder político. Com a eleição de Bolsonaro resolveu-se por reestrutura o partido, de cima para baixo, ou seja, dos líderes nacionais e estaduais para os filiados nos municípios. “A regra hoje no PSL é montar um partido com pessoas idôneas para que seja uma legenda exemplar”, disse. De acordo com Sthênio o atual Diretório é composto por pessoas sem vínculos ou ligações terceiras que comprometam a qualidade.

Para Sthênio o que vem ocorrendo é que algumas pessoas se inscrevem no PSL achando que irão tirar proveito da situação ou conseguir benesses, tirando fotos com personalidades da legenda. O novo Presidente afirma que está observando a situação para saber quem é quem dentro do partido, pois o seu desejo é que sejam pessoas sérias. Quanto aos grupos que disputavam o poder interno, Sthênio afirmou que eles precisam se definir, dizer o que querem para presidir o PSL. “Eu esperei, chamei estas pessoas e elas não vieram”, frisou. Pierrotti alegou que os grupos de Jameson Duarte e Léo Lima estão livres para manter a filiação e se candidatar, desde que revelem suas intenções para com o partido e as próximas eleições.

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