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Assim como a Arte, a Vida sempre se repete. Caraguá como sempre se inova e mesmo repetindo, produz histórias e notícias que movimentam a Mídia Política da região e do estado. Numa produção digna de Hollywood, a Renúncia Pré-Datada de 2014 volta a tona com uma diferença de 30 dias, mas com os mesmos atores e o mesmo enredo. Conjecturas a parte vejo a questão mais como uma Crise de Meia Idade do que propriamente Stress ou Política.

Na quarta-feira – 16 de dezembro, no período noturno, durante solenidade de entrega dos Melhores do Esporte na cidade no Teatro Mário Covas, o Vice-Prefeito Antonio Carlos da Silva Júnior anunciou que ele e seu pai, o Prefeito Municipal Antonio Carlos da Silva, ambos do PSDB, irão renunciar aos seus cargos no dia do aniversário da cidade, em 20 de abril. Quem assume a Prefeitura será o atual Presidente da Câmara, Vereador Oswaldo Pimenta de Mello Neto – Chininha. Ao mesmo tempo o Vice e posteriormente o Prefeito, não deixaram claro como ficará o processo político para a escolha do sucessor e tão pouco anunciaram quem seria o indicado.

Vamos iniciar, primeiramente ao que é líquido e certo. Antonio Carlos de modo algum poderá se candidatar a Prefeito em 2016, mesmo com o afastamento 6 meses antes do pleito, pois se elegeu e reelegeu nos últimos 8 anos. O mesmo se aplica ao Vice-Prefeito e a qualquer de seus filhos, pois a indicação de um herdeiro daria o entendimento de “Hereditariedade no Poder”, o que é vetado pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Passemos as conjecturas. Podemos esquecer que esta “renúncia” tenha como objetivo lançar o filho Vice-Prefeito como candidato, mesmo que tendo tomado conhecimento que o Procurador Municipal, Dorival de Paula Júnior tenha sido incumbido de pesquisar a possibilidade de efetivar a candidatura do seu primogênito. Se você pensou na probabilidade de contatar um super advogado na Capital Federal, que tenha entrada e liberdade para tomar um café, um chá ou comer petit four com os Ministros do STF – Supremo Tribunal Federal ou do TSE, lançando a possibilidade da candidatura do primeiro rebento, retire imediatamente o equino da tempestade, pois as instituições citadas não são consultivas e se o caso não tiver jurisprudência não terá discussão ou debate jurídico.

Há informações de que a renúncia estaria vinculada ao cansaço, mas das pressões sofridas em torno do nome do candidato a sucessão, do Deputado Federal Carlos Sampaio e da família do Vereador Neto Bota, que de uma forma tresloucada e beirando a esquizofrenia, através de sua genitora, quer por que quer, a todo custo, a indicação de sua cria Parlamentar como indicado a sucessão. Todo esse conjunto de pressões estaria desgastando a paz e a tranquilidade do Alcaide. Se conjecturarmos pelo Psicológico há quem diga que a fisionomia do Prefeito na terça-feira era diferente e estranha para o homem que sempre foi. Dezesseis anos no poder e alguns cabelos brancos são a demonstração limite do fôlego para conviver nesse ramo.

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O líder do Prefeito na Câmara, Vereador Celso Pereira se refere a renúncia como motivo de estafa e stress pelos serviços prestados ao longo destes anos frente a vida pública, não necessitando provar mais nada a ninguém sobre o seu gabarito e força de trabalho. Há informações também que teria havido uma reunião em seu gabinete com alguns Vereadores e neste encontro o Prefeito teria que, liberado para quem quisesse, se candidatar, fazer campanha no próximo pleito, numa clara demonstração de que não estaria interessado em quem seria o seu sucessor. Falam que numa nova reunião na próxima segunda – dia 21 acontece com personalidades políticas e alguma mudança poderá vir daí.

Talvez o comentário do parágrafo anterior explique o que fontes bem enfronhadas relatam sobre a candidatura do Engenheiro Gílson Mendes, que não teria decolado e muito menos encantado o eleitor, sendo que ao mesmo tempo o Chefe do Executivo não visualize perspectivas nas candidaturas de Sérjão Braz, Neto Bota e Nivaldo Alves.

Por outro lado o mais poderoso homem da política local não iria arriscar deixar a Prefeitura para algum de seus adversários assumirem, com o risco de ser prejudicado no futuro, quando os vários processos a qual responde necessitarem de recursos, contra razões, liminares e outros instrumentos jurídicos. Esta atitude causa tumulto, incerteza, desconforto e insegurança no cenário político local, podendo prolongar os problemas para outros setores, como investimentos, obras, dentre outros.

O Prefeito continua carregando as mesmas frases de efeito do passado; A de que está cansado, que não aguenta mais tocar as obras municipais, de que a justiça o considera como ladrão, que não se pode mais agir com boa fé que é penalizado e por aí afora. Difícil entender como um homem da estirpe do Prefeito Antonio Carlos, com o nome que tem,sua posição política, suas posses e estrutura, não tenha compreendido a pressão que o poder exerce e o seu consequente desgaste.

Depois de muito conjecturar, analisar, avaliar e debater, vislumbro que tudo não passa de uma típica “Crise de Meia Idade”, a qual todo homem está sujeito, seja ele quem for, esteja onde estiver, não importando a sua posição. Nesta fase o homem precisa que lhe massageiem o Ego, pois sente-se diminuído, reduzido, colocado num segundo plano, seja pelo fato de que o seu sucessor seja mais comentado e concorrido ou até na sua família, onde o nascimento dos netos o coloquem no segundo lugar de destaque no seio familiar. Devo acreditar que tudo não será diferente do que 2014, onde bastaram algumas pessoas, alguns dias e muita massagem no Ego, para o mesmo desistir da ideia, voltar atrás e tocar a cidade até o final de 2016, quando passa o cargo para o vencedor das eleições. Sendo assim, a Renúncia Pré-Datada parte 1 será idêntica ao Parte 2, apenas com uma diferença; a de que o povo já sabe o fim da história e não deseja ver a Parte 3.

Prefeitura Fachada 55

 

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