Recentemente passei por uma situação que poderia levar ao constrangimento, quando recebi a cobrança de uma mensalidade não paga, de uma compra feita nas Lojas Marisa, filial de Caraguatatuba. O erro foi constatado e tudo foi resolvido, mas um fato interessante gerou a elaboração deste texto no que tange a organização, administração e relação colaborador/empresa, quando se mistura paixão com a razão.

No ano passado fiz uma compra nas Lojas Marisa, filial de Caraguatatuba, para minha mãe, que é uma idosa de 93 anos e não tem condições de se locomover por grandes distâncias e muito menos ficar por um longo tempo de pé. Fui prontamente atendido por uma das vendedoras excepcional, diga-se de passagem, mostrando conhecer o universo feminino da vestimenta, principalmente no que tange a vestir uma idosa.

Compra feita houve o parcelamento do valor em cinco prestações e consequentemente foi feito um cartão da referida empresa, que me facilitaria nas próximas aquisições, com as faturas, os boletos, chegando normalmente por e-mail em meu endereço eletrônico.

As duas primeiras parcelas foram pagas normalmente dentro do prazo e através da Internet com o banco a qual possuo conta corrente. Da terceira parcela em diante, devido a crise financeira que abalou o Veículo de Comunicação que dirijo, bem como outras pessoas Físicas e Jurídicas houveram alguns atrasos mas nenhuma das parcelas ficou em aberto, pois todas foram pagas.

A questão que gerou este texto ocorreu a partir da quarta parcela, que também foi paga por atraso. A quinta e última parcela que me chegou por e-mail apresentava um valor diferente e errôneo quanto ao valor correto, pois mostrava o pagamento total de duas parcelas, ao invés de uma. Mesmo sendo baseado num erro o motivo é simples. O setor que emite os boletos não se comunica com o Financeiro da empresa, ou seja, sem saber que eu havia pago com atraso, emitiu o novo boleto com o valor de duas prestações.

Me dirigi ao balcão da filial e expliquei que havia pago a quarta e a quinta parcela, restando apenas quitar os juros de mora, multa por atraso e outras taxas pertinentes ao assunto. Pasmem Seguidores, Apoiadores e Críticos do Contra & Verso, a quinta parcela não constava como paga nos arquivos da empresa e por causa disso, o funcionário que me atendeu, gentil, educado e paciente, insistia em dizer que eu estava devendo, pois obviamente não visualizava a quinta parcela quitada. A surpresa se mostra maior quando constataram que a quinta parcela havia sido paga na filial, no caixa da empresa, aqui em Caraguatatuba.

Além de insistir que um setor não “conversava” com outro e que teria havido um ato de incompetência no setor administrativo da empresa, além de esperar por mais de 40 minutos para ter o assunto resolvido, a empresa admitiu o erro, salientando nunca havia ocorrido tal fato. Com o assunto solucionado agradeci e fui criticado por ter citado o termo “Incompetência”, o que para a colaboradora “teria doído muito”. Repliquei que a Marisa não é o Empório do bairro ou a Lojinha de roupa de uma tia Empreendedora, mas sim uma loja de Rede Nacional, com centenas de filiais e milhares de empregados.

O fato gerador do texto vem deste gancho. Quando falamos de uma empresa de Rede Nacional o termo incompetência é direcionado a Marisa e não aos seus funcionários. Obviamente que é necessário um melhor relacionamento do Financeiro com o setor que emite os Boletos e que o setor de TI – Tecnologia da Informação – ou Informática deveria rever o seu programa para evitar que falhas como esta ocorram novamente e até novamente o Financeiro, que deveria revisar diariamente as entradas e receitas da empresa, pois certamente no dia seguinte ao meu pagamento, pelo menos havia uma diferença de caixa do valor da prestação que paguei.

Quanto a dor sentida pela funcionária não há cabimento, pois o sentimento passional não coexiste com uma empresa deste vulto, pois isto caberia no Empório do seu João ou na Loja de Roupas da dona Maricota, que contêm em seus quadros o irmão, os filhos, sobrinhos e até netos trabalhando juntos, ou seja, o passional combina com Empresa Familiar e não com um conglomerado como as Lojas Marisa, onde as reclamações são passadas de setor em setor dentro do organograma da empresa, até chegar na direção, que deverá tomar as devidas atitudes para que o erro não se repita.

Esta atitude passional é fruto de interpretações quanto ao termo usado, “Vestir a Camisa da Empresa”, o que me faz lembrar o caso da visita do Presidente Kenedy a Nasa que ao passar por um corredor viu a faxineira trabalhando no domingo. O Presidente Americano teria perguntado o que a mulher estava fazendo naquele dia e ela respondeu; “Eu estou ajudando a levar o homem à Lua!!!”. No que tange a organização nos tempos de hoje um empregado não pode assumir a falha de outro, ele deve sim, levar o assunto ao seu superior que de degrau em degrau, levará ao responsável que irá solucionar o caso, ou seja, uma simples questão de administração que deveria ser transmitido aos seus colaboradores.

2 Comments

  1. Alessandro Marques

    Ai você posta uma foto no Facebook l, com a minha imagem, tenha pelo menos a consciência de retira a minha imagem da foto.

    • Olá, Bom Dia e uma boa semana para você. Obrigado por acompanhar e opinar sobre o Blog Contra & Verso, pois isto é muito importante para nós. Informamos que a fotografia em questão é meramente ilustrativa sobre o assunto abordado e não há qualquer intenção de identificar as pessoas que transitam pela via pública, impossibilitando a identificação das pessoas em questão. Agradecemos mais uma vez a sua opinião. Continue nos acompanhando. Muito Obrigado!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *